Preços de alguns bens e serviços essenciais são actualizados

Novo ano com aumentos acima da inflação

No primeiro dia do ano, os preços das rendas, da electricidade, das telecomunicações, das portagens e dos transportes públicos aumentam: nalguns casos acima da inflação.

Os preços dos transportes públicos aumentam 1,5%, em média
CréditosAntero Pires / CC BY-SA 2.0

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) de Novembro, o último dispobilizado pelo Instituto Nacional de Estatística, aponta para uma taxa de inflação de 0,54%, menos duas décimas se forem excluídos os custos com habitação. No entanto, muitas das subidas de preços que entram em vigor por estes dias vão além deste valor.

Comecemos precisamente com a habitação. As rendas aumentam na medida da inflação, por isso podemos esperar aumentos de 0,54%. Na prática, significa um aumento de 2,16 euros numa renda de 400 euros.

Já as tarifas de electricidade no mercado regulado vão subir 1,2%, por proposta da Entidade Reguladora do Sector Energético (ERSE). Mas aqui também há um senão: já existiam 4,69 milhões de clientes abrangidos pelo mercado liberalizado em Outubro (representativo de 91% do consumo global), onde as tarifas são fixadas livremente pelas empresas distribuidoras, onde a EDP detém um quase monopólio. De acordo com a ERSE, numa factura média de 46,7 euros, o aumento será de 57 cêntimos.

Nas telecomunicações é mais difícil perceber a dinâmica de preços, mas entre aumentos concretizados no final de 2016 e os que entram em vigor hoje, a subida média oscila entre os 2,5% (na Meo) e os 5% (na Nowo, ex-Cabovisão). A Vodafone (actualizou o tarifário em Agosto) e a Nos (que subiu os preços em Dezembro) não divulgam valores, mas todos justificam os aumentos com os direitos televisivos do futebol – ainda que quem queira ter acesso a esses conteúdos tenha que pagar por eles, e muito.

Por seu lado, o Governo fixou o aumento para algumas portagens em cerca de 0,84%. Depois do arredondamento, a subida para 22% dos troços portajados vai dos cinco aos dez cêntimos, a menos que seja para fazer a travessia do Tejo em Lisboa: aí, a Lusoponte pode cobrar até mais 15 cêntimos (para veículos da classe 4 na Ponte Vasco da Gama).

Ainda em matéria de mobilidade, o Executivo transmitiu orientações às empresas de transportes públicos para que aumentassem os preços em 1,5%. A viajem entre Setúbal e Lisboa através dos comboios da Fertagus fica hoje dez cêntimos mais cara, na compra de um bilhete simples. Já o passe combinado com a Carris e o Metro de Lisboa para o mesmo percurso passa de 153,60 para 155,95 euros mensais.

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