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Web Summit provoca desvio de comboios para a linha Vermelha

Metro de Lisboa com 20% da frota parada reduz oferta no centro da cidade

O Metro de Lisboa tem 20% da sua frota encostada para reparação e desviou três comboios das linhas Azul e Amarela para a Vermelha durante a Web Summit. Empresa perdeu cerca de 300 trabalhadores desde 2010.

O aumento dos tempos de espera é um dos sinais da degradação
O aumento dos tempos de espera é um dos sinais da degradação CréditosMiguel A. Lopes / Agência Lusa

As denúncia foram feitas pelo PCP e pelo PEV nos últimos dias. O deputado ecologista José Luís Ferreira questionou, por escrito, o Ministério do Ambiente (que tem a tutela dos Transportes) sobre as medidas que estão a ser tomadas para resolver os problemas com o material circulante do Metro de Lisboa.

No texto, refere-se que «estão 21 composições paradas – quase 20% da frota – à espera de reparação», há falta de trabalhadores «e não há materiais para manutenção e reparação do material circulante e dos equipamentos».

Desde 2010, saíram da empresa cerca de 300 trabalhadores, tanto das áreas operacionais (como motoristas) como da manutenção. Ao longo dos últimos anos, foram sendo relatadas situações em que, pelo estrangulamento financeiro a que o Metro de Lisboa esteve sujeito, as peças de algumas carruagens eram «canibalizadas» para resolver avarias noutras.

Ontem, na audição do ministro do Ambiente na Assembleia da República, o deputado do PCP Bruno Dias denunciou ainda a redução de 14 para 11 comboios nas linhas Amarela e Azul durante esta semana, desviados para a operação da linha Vermelha – que passa no aeroporto e no Parque das Nações, onde se realiza a Web Summit.

Ao longo desta semana têm-se registado tempos de espera mais elevados no Metro de Lisboa e as já costumeiras mensagens de «perturbação na circulação» têm-se intensificado nos painéis das estações.

O deputado comunista também confrontou o ministro com o desfasamento entre o número de contratações de maquinistas anunciado para este ano, 30, e o daqueles que estão efectivamente a trabalhar, apenas dez.

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