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Maior parte das queixas de saúde recai sobre o sector privado

Sessenta por cento das queixas que chegaram à associação de defesa do consumidor em 2018 dizem respeito ao sector privado. Já Santana Lopes defendeu este domingo que todos devem ter seguro de saúde. 

Créditos / Pixabay

A Deco recebeu no ano passado cerca de 2500 queixas ou reclamações sobre serviços de saúde, sendo que 60% destes contactos dizem respeito ao sector privado.

Apesar de tudo, a jurista da associação de defesa dos consumidores, Carolina Gomes, afirmou à agência Lusa que «ainda existe uma grande dificuldade no reconhecimento e exercício dos direitos por parte dos consumidores, nomeadamente no que concerne ao direito a reclamar».

Segundo Carolina Gomes, as queixas no sector da saúde recebidas na Deco incidem essencialmente no tempo de espera na urgência, no atendimento nos estabelecimentos de saúde e também na qualidade do serviço prestado.

Revela que o sector da saúde não é o que mais reclamações tem, «o que não significa que seja um sector sem problemas». Em causa, «uma grande dificuldade» no reconhecimento e exercício dos direitos por parte dos utentes, que levaram a associação a lançar hoje, Dia do Doente, uma campanha de sensibilização. 

«Insustentável que só os ricos possam aceder ao sistema privado»

A fechar o primeiro congresso do recém-criado Aliança, em Évora, Pedro Santana Lopes, que num artigo de opinião em Outubro dizia que «o Serviço Nacional de Saúde [SNS] pode ser uma conquista muito importante» mas «não existe para muitos» devido ao subfinanciamento crónico, defendeu que «todos devem ter o seu seguro de saúde».

Numa altura em que a Assembleia da República debate a Lei de Bases da Saúde e o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa toma partido, Santana Lopes defendeu que é «mudar a estrutura de financiamento» do SNS, concluindo que «é insustentável que só os ricos possam escolher entre o serviço público e o serviço privado de saúde».


Com Agência Lusa

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