Ocorreu na passada semana a instalação formal do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Israel para a XVII Legislatura, na Assembleia da República e como não podia deixar de ser, o resultado passa pelo branqueamento dos crimes cometidos na Palestina.
Numa publicação divulgada nas redes sociais, Pedro Frazão, deputado do Chega, destacou que o grupo, constituído ao abrigo do Regimento da Assembleia da República, tem como principal objectivo fortalecer os laços institucionais, políticos e económicos entre Portugal e Israel, procurando lavar a cara daqueles que têm derramado o sangue de inocentes.
Segundo o deputado da extrema-direita, está a ser definido um plano de actividades que inclui reuniões regulares com a Embaixada de Israel em Lisboa, reforço da cooperação com o Knesset (parlamento israelita), articulação com a Comunidade Israelita de Lisboa e promoção de relações económicas.
Entre as iniciativas previstas está também a valorização da história judaica, na óptica da promoção do sionismo, em parceria com a Rede de Judiarias de Portugal. Importa relembrar que Israel procura promover uma rescrita da história de forma a justificar a limpeza étnica na Palestina, invocando uma ideologia de Estado associada à extrema-direita.
Na mesma publicação, Pedro Frazão defendeu que Portugal «deve estar ao lado das democracias como Israel que defendem a liberdade, a segurança e o combate ao terrorismo», usando assim a narrativa de Israel, mas omitindo a perseguição, ilegalização e detenção de quem se opõem aos crimes contra a humanidade perpetrados.
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