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Fenprof: «Ano lectivo excepcional exige medidas excepcionais»

Enquanto as escolas não puderem reabrir, a comunidade educativa deverá concentrar-se em consolidar aprendizagens e não criar a «ilusão» de que é possível avançar novos conteúdos, afirma a Federação.

Para o secretariado da Federação Nacional de Professores (Fenprof/CGTP-IN) «não está em causa a necessidade de os professores, a partir de 14 de Abril, retomarem a actividade com os seus alunos», uma vez que estão «conscientes da importância do seu trabalho e da Escola Pública».

A estrutura sindical afirma que, embora os professores continuem «empenhados no acompanhamento» dos seus alunos, enquanto as escolas não puderem reabrir, esse acompanhamento deverá passar por «consolidar aprendizagens» e não «criar a ilusão» de que é possível avançar com novos conteúdos, «como se nada de excepcional tivesse acontecido». 

«Por melhores que sejam as plataformas digitais utilizadas e por mais criativas que sejam as emissões televisivas», não seria possível «avaliar com rigor e justiça as novas aprendizagens», alerta.

Assim, a Fenprof considera que, quando as aulas presenciais forem retomadas, as escolas devem dirigir a sua atenção para a recuperação do tempo perdido, o que implica a contratação de professores. «Isso será decisivo para todos os alunos, em especial para aqueles que tiverem sido discriminados e mais penalizados nestes tempos de trabalho a distância», pode ler-se em nota da federação dos professores.

A Fenprof afirma que um ano lectivo excepcional como este exige medidas excepcionais no seu encerramento, devendo articular-se com o início do próximo. 

Quanto aos exames, os professores sublinham que não faz sentido manter as provas de aferição, bem como os exames de 9.º ano. Em relação ao Ensino Secundário, os exames deverão ou ser recalendarizados ou cancelados. A ser possível prescindir deles, a Fenprof propõe a criação de um regime excepcional de acesso ao Ensino Superior, em cuja elaboração as universidades e politécnicos sejam envolvidos.

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