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Falta de pessoal na EMEF deixa comboios sem reparação

Muitos comboios da CP estão parados à porta das oficinas da EMEF por falta de pessoal. Há um ano, foram despedidos dez trabalhadores com contrato precário que ainda aguardam reintegração.

Os trabalhadores defendem que o retorno da EMEF à CP «depende da vontade política, que não existe»
Os trabalhadores defendem que o retorno da EMEF à CP «depende da vontade política, que não existe»Créditos

A situação, há muito denunciada pelos trabalhadores da empresa pública, é hoje noticiada pelo Público. De acordo com o diário, há várias composições do Alfa Pendular, dos Intercidades e dos Regionais há espera de reparações ou de revisões definidas, o que já tem afectado o serviço.

O jornal dá exemplos de viagens de Intercidades para Évora em composições do serviço Regional ou mesmo de transbordo de passageiros de um Alfa para uma automotora eléctrica no Porto, para cumprir o percurso até Guimarães.

Em 2017, a CP suprimiu 623 comboios na linha do Oeste – onde a situação é mais grave porque a linha ainda não está completamente electrificada e a frota a diesel é mais envelhecida.

O descontentamento dos trabalhadores da EMEF teve expressão pública em meados de Março, com uma «semana de luta» por aumentos salariais que estão pendentes desde 2009, seguindo o exemplo dos aumentos conseguidos na CP, o fim dos vínculos precários e a passagem a efectivo de todos os trabalhadores, expressa na exigência de reintegração de dez trabalhadores em Santa Apolónia.

Além disso, defendem a reintegração da empresa na CP e contestam o processo de divisão da EMEF, que classificam como uma «privatização parcial da empresa». Rejeitam ainda a «entrega de trabalho a privados, alguns a laborarem no interior das oficinas, com resultados duvidosos e custos mais elevados».

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