|Movimento Voz aos Estudantes

Dois anos de pandemia em que não se aprendeu nada

O Ensino Secundário tem sofrido uma progressiva degradação das práticas democráticas nas escolas, onde muitas eleições para as Associações de Estudantes (AE) têm sido proibidas.

Acção de contacto do Movimento Voz aos Estudantes com alunos da Escola Secundária Carlos Amarante, em Braga 
Acção de contacto do Movimento Voz aos Estudantes com alunos da Escola Secundária Carlos Amarante, em Braga Créditos / Movimento Voz aos Estudantes

«Durante o último ano lectivo, os estudantes viram Reuniões Gerais de Alunos (RGA), eleições para as AE, campanhas eleitorais, tudo o que reflecte a democracia vivida em Portugal dentro do espaço escolar a ser cortado, bloqueado, proibido e privado aos estudantes», afirma o comunicado do Movimento Voz aos Estudantes.

Foi esta motivação que levou a AE da Escola Secundária Maria Lamas, em Torres Novas, a lançar um manifesto, nacional, que outras Associações de Estudantes pudessem subscrever.

Reclamando a acção conjunta dos estudantes e das suas associações representativas no exigir de uma papel activo e relevante no seu espaço escolar, mais de 200 alunos subscreveram este apelo na Assembleia Geral de Alunos (AGE) na Maria Lamas e pelo menos dez AE, de todo o país, já se associaram à Voz dos Estudantes.

Ao AbrilAbril, Sérgio Rodrigues, Presidente da AE da Escola Secundária Maria Lama, referiu os casos, «entre muitos», da Escola Secundária de Salvaterra de Magos, em que a direcção escolar impediu, recentemente, a realização de uma AGE, ou da Escola Secundária da Chamusca, em que os estudantes não poderam eleger a sua AE.

Considerando ás várias tentativas de limitar a participação e organização democrática dos estudantes do ensino secundário, «o Movimento Voz aos Estudantes surge para conquistar essa voz. É preciso associações de estudantes que defendam os estudantes, é preciso que os estudantes possam dar o seu contributo na gestão da Escola».

Não só é indispensável o cumprimento do «direito à constituição de associações de estudantes», como só através da «representação dos estudantes nos conselhos pedagógicos», se pode efectivar uma nova gestão democrática das escolas, «com uma direcção colegial e sem a figura do director», refere ainda o comunicado.

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