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Dadores de sangue querem dia de dispensa

No Dia Mundial dos Dadores de Sangue, a sua federação representativa lembrou a importância de se poder vir a instituir o direito à dispensa laboral no dia em que se vai dar sangue.

Créditos / Câmara Municipal do Seixal

A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (Fepodabes) exigiu esta segunda-feira que os trabalhadores possam recuperar o direito à dispensa laboral no dia em que vão fazer uma doação de sangue.

A instituição recorda que, nos últimos dez anos, o País perdeu 40 mil dadores regulares. Para o presidente da federação, Alberto Mota, este «número é verdadeiramente preocupante e tem um forte impacto na disponibilidade de sangue nos serviços de saúde».

«A autorização para os dadores se ausentarem das suas responsabilidades laborais ao dia de darem sangue, sem que tal circunstância determine a perda de quaisquer direitos ou regalias», deve ser feita através de uma alteração ao Estatuto do Dador, salientou o presidente da federação, Alberto Mota.

Recorde-se que a Assembleia da República aprovou por unanimidade, em 2012, a proposta do PCP de consagração do Estatuto do Dador de Sangue, com o objectivo de se reconhecer que, em Portugal, a dádiva de sangue é é benévola e altruísta, não tem qualquer contrapartida pecuniária e, nesse sentido, os dadores merecem reconhecimento.

A organização, que representa 82 associações de dadores no País, entende que, para além da preocupante redução do número de dadores, são também «relativamente frequentes as quebras dos stocks de sangue a nível nacional», aponta a Fepodabes, que advoga que esta realidade deve «levar os decisores políticos a reflectir», até porque são necessárias cerca de mil unidades de sangue todos os dias, razão pela qual é «necessária a mobilização da sociedade» para esta causa.

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