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CDS-PP não arreda pé da ideia de esvaziar o SNS

Os centristas defendem o alargamento gradual da ADSE a todos os trabalhadores e que os seguros de saúde beneficiem do tratamento fiscal dado ao sistema de saúde dos funcionários da administração pública.

Assunção Cristas
Assunção Cristas CréditosTiago Petinga / Agência Lusa

Esta é a terceira proposta do programa eleitoral dos centristas às legislativas de Outubro, e a segunda referente ao sector da Saúde. Recorde-se que, no início do mês, o partido liderado por Assunção Cristas propôs que os privados e o sector social ajudassem a reduzir as listas de espera para a primeira consulta de especialidade. 

Neste caso, o CDS-PP propõe a manutenção da Assistência na Doença aos Servidores do Estado (ADSE) como «subsistema complementar» ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), de forma a «eliminar discriminações flagrantes» entre os trabalhadores da Administração Pública e os trabalhadores do sector privado.

Desta forma esvazia o serviço público, que padece há largos anos de subfinanciamento, encaminhando os utentes para os prestadores privados de saúde, ao mesmo tempo que acicata incompreensões entre trabalhadores. 

Outra proposta avançada pelos centristas para alavancar o negócio da Saúde passa por dar «o mesmo tratamento fiscal aos seguros privados» que é dado à ADSE no IRS, «permitindo a sua integral dedução».

Tal como vem ficando claro, tanto em intervenções na Assembleia da República, como na proposta de Lei de Bases da Saúde que apresentaram, os centristas defendem um sistema a duas velocidades. O primeiro alicerçado nos seguros privados de saúde e nos subsistemas, com intervenção do sector privado, e um serviço público, com garantias mínimas, ao contrário do que a Constituição consagra.  

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