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Associação de Praças critica o número de vagas fixado para 2020

«As Forças Armadas são uma instituição hierarquizada, com uma estrutura em pirâmide. Por este caminho, rapidamente a pirâmide passará a quadrado e depois a pirâmide invertida», afirma a AP.

CréditosJoão Relvas / Agência Lusa

A Associação de Praças (AP) critica, em comunicado, «o número de vagas para admissão aos Quadros Permanentes para o ano de 2020», pouco mais de 11% do total previsto para este ano. A AP considera este número «claramente insuficiente para as necessidades», nomeadamente no que se refere à Marinha, o único «ramo das Forças Armadas que tem praças nos Quadros Permanentes».

A falta de praças nas Forças Armadas, nomeadamente na Marinha, está a tornar-se um problema crónico e resulta, entre outros aspectos, do facto de não haver aumentos salariais desde há uma década. Aliás, há quem sublinhe o facto de haver casos em que oficiais generais têm um Suplemento da Condição Militar superior ao vencimento de um praça do quadro permanente. A este problema junta-se um outro, o de o posto de Cabo-Mor (Marinha) estar, há largos anos, por regulamentar.

Manifestação de militares em Espanha

Entretanto, os problemas reivindicativos dos militares ultrapassam fronteiras. Em Espanha, realizou-se no passado dia 19 de Setembro uma manifestação convocada pela ATME (Asociación de Tropa y Marinería Española) e UMT (Unión de Militares de Tropa), em defesa de uma remuneração digna e da melhoria das condições profissionais de todos os militares.

Ambas as associações assinalaram o caminho a seguir no futuro, mostrando aos militares e civis espanhóis que, com a legislação em vigor no seu país, podem ser feitas reivindicações de natureza exclusivamente profissional, económica ou social.

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