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Agricultura queixa-se do aumento dos preços do gasóleo agrícola

A CNA reitera a urgência em regular o preço dos combustíveis e criar condições para atenuar o aumento dos restantes custos de produção, como rações e fertilizantes.

CréditosAntónio Cotrim / Lusa

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) considera que o novo aumento no preço do gasóleo agrícola significa mais um duro golpe para as explorações agrícolas nacionais, uma situação «que não se compadece com a falta de acção por parte do Governo e do Ministério da Agricultura».

A CNA dá como exemplo «uma exploração agrícola familiar de média dimensão que no início do ano passado gastaria, por mês, cerca de 3500 euros em gasóleo em média» e que hoje gasta cerca de 7300 euros, mais 3700 euros/mês. Acresce que «os preços pagos aos agricultores pela sua produção, quando sobem, ficam muito abaixo daquilo que seria necessário para fazer face ao brutal aumento dos custos».

Nesse sentido, a CNA reitera que é urgente regular o preço dos combustíveis e criar condições para atenuar o aumento dos restantes custos de produção, como rações, fertilizantes, entre outros, que, em muitos casos, mais do que triplicaram no espaço de um ano.

A Confederação Nacional da Agricultura reinvidica ainda, por um lado, a «adopção de políticas públicas que viabilizem a existência de muitas e prósperas explorações agrícolas familiares, enquanto garantia de soberania alimentar do país». Por outro, exige «a garantia de escoamento da produção a preços justos, através da criação de uma lei que proíba as vendas com prejuízo ao longo de toda a cadeia agro-alimentar», de forma a proteger os agricultores, considerados o elo mais fraco da cadeia e que recebem «pouco pelo que produzem, enquanto os consumidores pagam cada vez mais caro na grande distribuição».

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