Governo Regional ignora limitação de voos para a ilha das Flores

O deputado do PCP eleito pela ilha das Flores, João Paulo Corvelo, denunciou hoje, junto dos balcões da SATA, no aeroporto da Horta (Faial), a dificuldade de viajar para as Flores, às terças e quintas-feiras. Governo Regional dos Açores não reconhece a falta de lugares que prejudica florentinos e visitantes.

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O PCP denuncia a postura do Governo Regional que «continua por todos os meios a tentar passar a ideia de que não existe qualquer problema com a política de transportes na Região»
O PCP denuncia a postura do Governo Regional que «continua por todos os meios a tentar passar a ideia de que não existe qualquer problema com a política de transportes na Região» Créditos / CC-BY-SA-3.0-DE

Através de um comunicado, o eleito do PCP denuncia que às terças e quintas-feiras existe apenas um voo para a ilha das Flores, realizado pelo avião Bombardier Dash Q200, que tem uma pequena lotação. A solução defendida pelo PCP assenta no princípio de «nos dias em que exista apenas um voo para as Flores, esse seja realizado sempre com o Dash Q400, com maior capacidade».

Com esta medida, acrescenta, acabaria a impossibilidade de efectuar reservas para a ilha das Flores nestes dias específicos. «A comprovar esta situação: hoje, segunda-feira, 9 de Janeiro, as reservas para o voo de quinta-feira desta semana, dia 12, a partir de Ponta Delgada, já se encontram encerradas e não existe ligação da Horta para as Flores», sublinha.

A par da denúncia deste problema, o eleito comunista ressalva que a resposta dada pelo Governo Regional perante o requerimento apresentado pelo PCP, de que não existe «qualquer constrangimento na oferta das terças e quintas-feiras nos voos de/para as Flores», não é verdadeira.

«Este tipo de resposta é característico da atitude do Governo Regional, que procura quase sempre negar que os problemas existem, em vez de assumir as falhas e insuficiências, e tentar resolvê-las», lê-se no texto.

O PCP não aceita que algumas ilhas, designadamente a das Flores, «continuem a ser prejudicadas» por uma política de transportes de «feição centralista», e que uma parte dos açorianos não veja respeitado o seu direito à mobilidade.

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