|Hospital do Seixal

Utentes repudiam alterações e advertem ministro da Saúde

As comissões de utentes participaram na assinatura da adenda ao acordo para o Hospital do Seixal. Levaram 40 mil assinaturas a favor da construção e «legítimas preocupações» pelo corte de especialidades. 

Manifestação dos utentes da Saúde do Seixal, em Novembro do ano passado
Manifestação dos utentes da Saúde do Seixal, em Novembro do ano passadoCréditosTiago Petinga / Agência Lusa

A cerimónia de assinatura da adenda ao Acordo Estratégico de Colaboração para o Lançamento do Novo Hospital Localizado no Seixal teve lugar esta tarde, no auditório dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do Seixal. 

As comissões de utentes da Saúde daquele concelho marcaram presença na iniciativa e entregaram ao ministro da Saúde um manifesto subscrito por 40 mil pessoas pela construção do novo hospital. Mas o passo por que lutaram ao longo de vários anos não foi celebrado como previam, uma vez terem sido retiradas algumas das especialidades previstas no projecto original e também camas para cuidados paliativos. 

«Num momento em que se fala na dignidade da vida humana e tendo em conta a falta de respostas nestas áreas, não se entende que se retire esta valência num novo hospital», denunciam.

Acrescentam que o texto da adenda coloca necessidades prementes. «Esta unidade hospitalar [...] irá funcionar em estreita articulação com o ACES Almada/Seixal, pelo que se torna imprescindível agilizar todo o processo de construção do novo Centro de Saúde de Corroios», que, admitem, «conta actualmente com cerca de 20 mil utentes sem médico de família».  

Advertem ainda para que se tomem rápidas decisões para a instalação das extensões de Foros de Amora e de Aldeia de Paio Pires com, revelam, 10 mil utentes «espalhados por várias unidades». 

Não assinar atrasaria ainda mais 

O presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, que assinou a adenda ao contrato juntamente com Adalberto Campos Fernandes, explicou que o documento prevê o lançamento de um único concurso para os projectos, atribuindo responsabilidades pela sua concretização ao Governo e ao Município que lidera. 

Apesar da apreensão quanto ao novo acordo, desde logo porque suprime especialidades e exclui o concelho de Sesimbra da área de influência do novo hospital, «a autarquia entende que não deve inviabilizar esta proposta de adenda, até porque a sua não assinatura adiaria uma vez mais o calendário definido para a construção do hospital».

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