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Movimento associativo almadense em risco

Há colectividades em risco de não voltar a abrir portas e actividades interrompidas, devido à paralisação imposta pela pandemia, que poderão não ser retomadas, alerta a CDU.

Créditos / O Setubalense

A Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD) alertou recentemente que, fruto da paralisação quase total imposta pela pandemia de Covid-19, um terço das estruturas do Movimento Associativo Popular (MAP) em todo o País poderão não conseguir reabrir portas e reerguer actividades. 

Neste sentido, a coligação PCP-PEV chama a atenção para Almada, no distrito de Setúbal, onde o MAP atravessa uma fase de «quebra quase total» de receitas com origem nas actividades regulares de oferta de «serviços culturais, formação, ensino da música e dança, prática de diferentes modalidades desportivas, entre múltiplas outras actividades recreativas».

Depois da «tempestade», a CDU refere num comunicado que estas colectividades serão confrontadas com «enormes dificuldades» para relançar as suas actividades e que algumas poderão já não voltar a abrir, impossibilitando assim a retoma de actividades. 

Foi já em Junho do ano passado que a coligação apresentou uma proposta para que a Câmara de Almada mobilizasse um montante mínimo de um milhão de euros, integralmente destinados a cobrir os custos correntes fixos das instituições, de modo a permitir a sua sobrevivência imediata, e o relançamento posterior das actividades, face à perda quase total de receitas.

«A maioria na Câmara Municipal respondeu à proposta da CDU, a contragosto e sob pressão, fazendo aprovar uma solução limitada e desajustada da realidade», lê-se na nota.

 A coligação critica o facto de ter sido disponibilizado apenas um montante de 200 mil euros, e somente 23 candidaturas aprovadas, «envolvendo um valor global de perto de 26 mil euros para todo o movimento associativo almadense». Ao mesmo tempo, reafirma a necessidade «urgente» de o Município adoptar medidas «eficazes e efectivamente acessíveis» a todas as instituições, no cumprimento das suas responsabilidades.

Defende que o alcance das políticas adoptadas deve permitir a sobrevivência das instituições e o relançamento das suas actividades, dada a iminência de uma «quebra brutal» no número de praticantes desportivos, mas também no número de utentes das actividades culturais e de formação artística, «com todos os elevados prejuízos sociais, culturais e económicos que tal realidade acarreta».

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