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Loures alerta para precariedade habitacional e laboral associada a novos casos

A precariedade habitacional, laboral e a necessidade de utilização de transportes públicos são as principais causas para o aumento das infecções no concelho de Loures, anunciou a autarquia.

«Não podemos ter as pessoas, com crianças, a viver, permanentemente, no pavilhão dos bombeiros», alertou Bernardino Soares durante a visita desta manhã
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O município de Loures, no distrito de Lisboa, é um dos concelhos da região de Lisboa e Vale do Tejo que regista mais casos positivos da Covid-19, com um total acumulado de 1 383 desde o início da pandemia.

Numa conferência de imprensa realizada ao final da manhã de sexta-feira, o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares (CDU), ressalvou que desses casos mantêm-se activos 33%, ou seja, cerca de 500.

O autarca explicou que existe uma equipa de trabalho, composta por elementos da Saúde Pública, Segurança Social e Câmara Municipal no terreno e que «todos os focos estão identificados», assim como «as medidas necessárias para os controlar».

Relativamente às razões para o aumento de casos, os responsáveis apontam para as situações de precariedade habitacional, social e a necessidade de utilização de transportes públicos.

«Estamos a falar de uma população activa que trabalha. A subsistência acaba por ser mais forte do que o confinamento. Confirma-se que não estamos todos no mesmo barco e que as condições sociais são um factor agravante da Covid-19», apontou o presidente.

Neste momento, as freguesias mais afectadas no concelho são as uniões de freguesia de Camarate, Unhos e Apelação e a de Sacavém e Prior Velho.

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