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Falta de auxiliares marca arranque do ano lectivo em Barcelos

Os funcionários da Secundária Alcaides de Faria, em Barcelos, estiveram concentrados à porta da escola, entre as 7h30 às 11h, para exigir o reforço de assistentes operacionais. 

Créditos / O Minho

É já o terceiro protesto que estes trabalhadores realizam em 2019 contra a «gritante» falta de pessoal não docente. Em declarações à RTP, Helena Peixoto, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN/CGTP-IN), afirmou que, apesar de a lei prever 25 funcionários para a Escola Secundária Alcaides de Faria, com 1750 alunos, actualmente estão 23 ao serviço, sendo que três deles saem para a aposentação em breve.  

A representante insiste que a portaria de rácios não responde à «real necessidade» das escolas. Os efeitos são visíveis, desde logo, na exaustão sentida pelos trabalhadores, que são obrigados a «trabalhar por dois», e em aspectos fundamentais para professores e alunos, como a higiene, a segurança e a manutenção dos equipamentos.

Helena Peixoto critica ainda a informação prestada recentemente pelo Ministério da Educação de que estariam reunidas todas as condições para iniciar o ano lectivo, sublinhando que, em Barcelos, continua a falta de pessoal.

Hoje é o último dia oficial para o arranque do ano lectivo mas, em Vila Nova de Gaia, a Escola Secundária Almeida Garrett não abriu portas devido à falta de assistentes operacionais. Com mais de 1500 alunos, o estabelecimento conta apenas com 13 funcionários. 

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