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Luta contra obras paradas e falta de funcionários na João de Barros

A Associação de Pais junta-se à acção de luta convocada pelos estudantes para dia 11 de Dezembro, exigindo a imediata retoma das obras na Escola Secundária João de Barros (ESJB), em Corroios.

Há mais de uma década que a comunidade educativa luta por obras urgentes e melhores condições na Escola Secundária João de Barros. Corroios, 13 de Março de 2014
Há mais de uma década que a comunidade educativa luta por obras urgentes e melhores condições na Escola Secundária João de Barros. Corroios, 13 de Março de 2014 CréditosMiguel A. Lopes / Agência Lusa

A Associação de Pais e de Encarregados de Educação da Escola Secundária João de Barros (APESJB), «ciente da gravidade da situação», decidiu «unir-se ao protesto» que os estudantes estão a organizar para próxima quarta-feira em Corroios (Seixal), e exorta toda a comunidade educativa e a população a juntarem-se contra «esta vergonha», que dura já há quatro governos.

«Desde Abril que as obras de requalificação da ESJB estão de novo paradas», o que se deve à suspensão da obra pelo empreiteiro e ao facto de o novo concurso lançado não ter obtido empresas interessadas, «porque o valor do concurso era muito inferior aos valores de mercado», lê-se no comunicado enviado às redacções.

A APESJB acusa tanto a Parque Escolar como o Governo do PS de «mais uma manobra dilatória», quando, «passados dez anos, apenas foi executada uma pequena parte do projecto, não se concluindo sequer a primeira fase das três previstas».

A situação é, segundo a Associação de Pais, insustentável, uma vez que os alunos «continuam a ter aulas em contentores» e a ter de se deslocar «para o exterior da escola para aulas de Educação Física».

Acresce que «todos os edifícios e telheiros originais» estão cobertos por telhas com amianto na sua composição e o facto de «o espaço da escola estar reduzido a um terço, para as cerca de 1500 pessoas que ali estão diariamente».

Às obras paradas, junta-se ainda o «grave problema de falta de assistentes operacionais (AO)», porque o «Ministério da Educação não autoriza a sua contratação», denuncia a associação.

A questão estende-se a todo o agrupamento, uma vez que, «de um rácio (já de si irrealista) de 60 AO, o agrupamento dispõe de 41 ao serviço, 17 dos quais sexagenários (11 com mais de 64 anos). Apenas seis têm menos de 40 anos», frisa o texto.

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