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Encerramentos periódicos da maternidade de Beja colocam grávidas em risco

A falta de médicos e os encerramentos parciais da maternidade de Beja obrigam as grávidas a recorrer ao hospital de Évora, por sua conta e risco. No dia 9, uma mulher teve o filho numa bomba de gasolina.

Créditos / Pixabay

A situação, recorda o grupo parlamentar do PCP numa pergunta dirigida à ministra da Saúde, não é nova e hoje volta a ser dia de encerramento. Entre as 18h desta sexta-feira e as 8h de amanhã, a urgência de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, vai fechar devido à falta de um médico especialista. 

Há cerca de 15 anos que a população do distrito de Beja se confronta com o cenário de encerramento da maternidade do Hospital José Joaquim Fernandes. Em 2019 deu-se início aos «encerramentos parciais» do serviço de urgência por períodos de 24 a 48 horas. «E assim, [...] já tivemos conhecimento do encerramento da maternidade a 5 e 6 de Janeiro, a 2 de Março, a 12 de Abril e a 9 de Junho», alertam os comunistas na missiva.

Perante isto, as grávidas têm que recorrer pelos próprios meios aos serviços do Hospital do Espírito Santo, em Évora, percorrendo mais de 80 quilómetros sem qualquer assistência médica. No passado domigo, 9, uma mulher de Aljustrel deu à luz num posto de abastecimento de gasolina. 

Os comunistas alertam que, a continuar assim, «o futuro da maternidade do Hospital de Beja será o encerramento definitivo», realçando que a situação só não tem sido mais grave pela dedicação e empenho dos profissionais de saúde do serviço, «que são quase sempre sobrecarregados» para assegurar as escalas de urgência e consultas, entre outras tarefas.

O grupo parlamentar do PCP recorda ainda que já reuniu com responsáveis da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo e confrontou «por diversas vezes» o Ministério da Saúde, exigindo medidas céleres para travar esta situação e responder à falta de médicos.

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