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A economia da Madeira «não tem futuro» sem as pequenas empresas

Micro e pequenos empresários manifestaram-se em frente à sede do Governo Regional da Madeira para reclamar apoios «efectivos e eficazes», e alertar que a economia da Ilha não tem futuro sem eles.

Créditos / CPPME

Na concentração promovida esta segunda-feira pelo núcleo regional da Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME), na Quinta Vigia, os manifestantes denunciaram estar a passar por «autênticos dramas pessoais e sociais», tendo em conta que as medidas anunciadas pelo Governo «continuam a não ser suficientes» para responder à situação que afecta os empresários da região. 

Em frente à sede do Governo madeirense, o coordenador do núcleo regional da CPPME realçou que a «gravidade da situação obrigava» a que o Executivo presidido por Miguel Albuquerque (PSD) «tivesse tomado medidas ajustadas para ajudar a cuidar da saúde» destas empresas, que constituem 99,9% do tecido económico da Ilha da Madeira. 

Apesar disso, Ricardo Azevedo realçou que a marcação desta iniciativa «começa a dar frutos», com a apresentação, por parte do Governo, de novas medidas de apoio aos sectores da restauração e do táxi.

«Podemos afirmar que estas medidas são resultado da convocação desta concentração e da acção que a CPPME realizou ao propor um fundo para o sector dos táxis», destacou o dirigente.

Ricardo Azevedo denuncia que, tal como a confederação «tem sistematicamente afirmado», as medidas anunciadas pelo Governo são insuficientes para dar resposta à «gravosa situação» que afecta os empresários da região, uma vez que «os parcos apoios a que se candidataram nunca mais chegam».

Adianta, por outro lado, que se a proposta apresentada a 8 de Abril de 2020, de criação de um fundo de emergência para os micro empresários, correspondente a um apoio a fundo perdido equivalente aos custos de estrutura (valor de um arrendamento, salários e outras das despesas permanentes num mês), tivesse sido concretizada, a liquidez e fluidez das tesourarias das MPME seriam asseguradas.

«Quanto mais o Governo tarda em disponibilizar esses apoios, que são fundamentais, para a retoma da economia e a preservação de postos de trabalho, mais se tem agravado a situação económica e social, com as inevitáveis repercussões, o encerramento de centenas de empresas, levando ao desemprego centenas de trabalhadores», admitiu Ricardo Azevedo, salientando que também as propostas divulgadas pelo Governo da República «não têm dado resposta» à situação em que se encontram milhares de MPME.

Neste sentido, os empresários entregaram ontem 17 propostas «urgentes» para a dinamização da economia da região e asseguraram que a luta «vai ter de continuar» nos próximos meses. 

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