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Covid-19: se a progressão é desigual, Município deve adequar intervenção

Os vereadores do PCP na Câmara de Lisboa entregaram uma proposta que prevê o acompanhamento de todas as situações no terreno, salientando que a progressão da pandemia incide sobre os mais vulneráveis.

Créditos / Câmara Municipal de Lisboa

A proposta, que ainda aguarda agendamento, defende a criação de equipas mistas, num trabalho promovido pela autarquia junto da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e da Segurança Social. 

«A evolução epidemiológica na região de Lisboa mereceu recentemente a adopção de medidas excepcionais, as quais têm também incidência no Município de Lisboa, que deverá adequar a sua intervenção neste contexto, considerando também as medidas implementadas com sucesso noutros municípios» da Área Metropolitana, referem os eleitos comunistas num comunicado.

Entre os exemplos está a geo-referenciação dos casos, salvaguardando o anonimato, utilizada, por exemplo, pela Câmara de Loures. O objectivo é acompanhar as possíveis cadeias de contágio, bem como as condições de cumprimento do confinamento. 

Tendo em conta que a progressão da pandemia e das suas consequências sociais tem maior impacto nas camadas mais desfavorecidas, mais afectadas pela precariedade laboral e de menores recursos económicos, os vereadores do PCP propõem que sejam identificadas as situações em que não seja possível às pessoas infectadas ou em quarentena fazer o isolamento em segurança.

A par da necessidade de se encontrarem alternativas, os eleitos propõem uma melhor identificação dos factores que estão na origem dos casos positivos, tal como a dinamização de uma campanha de sensibilização e educação para a saúde.

Frisam ainda que o surto epidémico e as medidas necessárias para o prevenir e combater reforçaram a importância da defesa dos serviços públicos, nomeadamente da Segurança Social e do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

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