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PSD e BE contra reforço do apoio aos mais vulneráveis na capital

Apesar do voto dos dois partidos, a proposta dos vereadores do PCP na Câmara de Lisboa, com vista ao reforço das respostas da emergência social, no âmbito do surto epidémico, foi aprovada.

Refeitório do Centro de Apoio Social dos Anjos
CréditosMiguel A. Lopes / Agência Lusa

Os eleitos comunistas partem da premissa de que, existindo um investimento considerável por parte da autarquia e de diferentes instituições, é importante estabelecer mecanismos capazes de adequar a articulação dos recursos e das respostas, «em particular no que respeita à coordenação, para chegar a todas as pessoas nas diferentes situações de vulnerabilidade».

Sublinham a este propósito que as medidas restritivas para a contenção da pandemia aumentaram o isolamento social da população e, «em muitos casos, as práticas abusivas por parte de grandes empresas», com resultados visíveis ao nível do crescimento do desemprego e na diminuição dos rendimentos das famílias. 

Na proposta aprovada por maioria, com os votos contra do PSD e do BE, não obstante o vereador Manuel Grilo (BE) deter o pelouro dos Direitos Sociais, aponta-se a necessidade de promover a criação de um grupo de trabalho «que promova a articulação entre as diversas entidades e associações que se encontram no terreno na área social, de modo a evitar duplicações de apoios e potenciar o trabalho das referidas entidades».

Um dos objectivos cimeiros passa pela criação de redes locais e pela identificação das capacidades de cada entidade, promovendo o diálogo entre as diversas instituições envolvidas.

Prevê-se simultaneamente a criação de uma plataforma, «que permita partilhar os recursos e ofertas existentes de cada instituição, assim como os apoios prestados», bem como a articulação entre o Município e as necessidades de apoio detectadas na Linha de Emergência Social da Segurança Social, com vista a «dar uma resposta mais eficaz».

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