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Coimbra acordou com protestos nas escolas devido à falta de auxiliares

Várias acções de luta marcaram o início do dia em algumas escolas de Coimbra, devido à falta de assistentes operacionais, que colocam em causa a segurança e a qualidade do ensino.

Créditos / Pixabay

À porta da sede do Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel, na Adémia, mais de 100 pais concentraram-se antes das 8h para protestar contra a situação «grave e preocupante» que se vive, segundo a presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação.

À agência Lusa, Edite Balaus salientou que o agrupamento é frequentado por 1300 alunos, distribuídos por 15 escolas que têm ao serviço 24 funcionários, quando deveriam ser 55, pelas contas da associação.

«Em causa está a segurança, a higiene, já que esta situação leva a que falte limpeza nas salas de aula e nas casas de banho», disse a presidente da Associação de Pais, frisando que a sede do agrupamento tem 503 alunos e absorve 11 assistentes operacionais.

Segundo Edite Balaus, há escolas «com uma higiene deplorável» e uma em que é a professora que «abre e fecha» o estabelecimento, além de uma outra escola frequentada por 93 alunos e onde há «apenas um funcionário».

«A Delegada Regional de Educação está avisada da situação desde o último ano lectivo e continua a dizer que os rácios estão a ser cumpridos, contando inclusivamente para esse rácio as funcionárias de baixa médica», lamentou a representante dos pais, salientando que os assistentes ao serviço estão «extenuados».

Também na Escola Solum Sul, os pais e encarregados de educação protestaram contra a falta de funcionários no estabelecimento, que é frequentado por 286 crianças e que actualmente tem apenas ao serviço quatro assistentes operacionais.

Sandra Vasconcelos, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação daquela escola, disse à Lusa que a situação é mais grave porque a escola é frequentada por alunos com problemas de saúde e necessidades educativas. «A higiene é deficiente e há meninos que não fazem chichi na escola até os pais os virem buscar», denunciou a dirigente.

Na Escola Eugénio de Castro, que acolhe alunos do 5.º ao 9.º ano, os pais e encarregados de educação fecharam o estabelecimento a cadeado, no seguimento de uma deliberação tomada em assembleia-geral, também em protesto contra as más condições de higiene e segurança provocadas pela falta de funcionários. Entretanto, a PSP já reabriu a escola, mas os alunos não entraram.

«Esta manifestação é para mostrar a nossa preocupação e apreensão face ao que se está a viver nesta escola, que deveria ter 22 funcionários, mas que tem 21 atribuídos, dos quais sete estão de baixa médica», explicou Carlos Domingues, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Eugénio de Castro.

O dirigente salientou ainda o facto de a escola ser antiga, constituída por pavilhões pré-fabricados dispersos, que «torna mais difícil» o trabalho dos assistentes operacionais, e ser frequentada por 920 alunos, mais 140 do que no anterior ano lectivo.

Com agência Lusa

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