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Câmara de Loures chama Governo para encontrar soluções para o Bairro da Torre

A autarquia lamenta o incêndio que deflagrou no Bairro da Torre e avisa que a resposta a um assunto desta dimensão não pode estar exclusivamente dependente do Município. 

No Bairro da Torre residem 67 famílias
No Bairro da Torre residem 67 famíliasCréditos / Habita

Mais de uma dezena de moradores do Bairro da Torre, composto por núcleos de habitações precárias, ficaram desalojados na sequência do incêndio que deflagrou no domingo passado, encontrando-se neste momento a autarquia de Loures e o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) a «tentar encontrar uma alternativa habitacional para estas pessoas».

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares, lamentou o incidente e admitiu a necessidade de ser encontrada uma solução definitiva para o bairro, instando o Governo a ajudar nessa procura.

«Nós temos vindo a realojar o que podemos, mas não temos condições para fazer um realojamento por completo. Julgamos que tem de haver uma intervenção de quem tem também responsabilidades pela política de habitação. Não se pode estar, num assunto desta dimensão, exclusivamente dependente da resposta da Câmara», ressalvou o autarca.

Bernardino Soares adiantou que, relativamente a esta situação das famílias desalojadas, está a ser feita uma avaliação conjunta entre a autarquia, a Segurança Social e o IHRU sobre as consequências do incêndio e uma análise das melhores soluções imediatas «para cada situação».

«Vamos ver hoje qual é a resolução. Também há outros problemas a que é preciso dar apoio, uma vez que algumas destas pessoas ficaram sem todos seus pertences. É preciso algum apoio de emergência e é por isso que a Segurança Social também está envolvida», explicou.

O autarca disse ainda que o IHRU se comprometeu até ao final desta segunda-feira a enviar algumas propostas para resolver a situação habitacional dos moradores que ficaram desalojados.

No Bairro da Torre, em Camarate, residem 67 famílias, num total de 250 pessoas.


Com Agência Lusa

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