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Bloco disponível para continuar a dar a mão a Medina

A coordenadora do BE manifestou «toda a disponibilidade» para reeditar o acordo pós-eleitoral de 2017 com o PS na Câmara de Lisboa e continuar o que diz ser uma «mudança de paradigma».

Militantes entram na XII Convenção Nacional do Bloco de Esquerda, realizada no Pavilhão de congressos e desportos em Matosinhos, 22 de Maio de 2021
CréditosManuel Fernando Araújo / Agência Lusa

Tal como há quatro anos, os bloquistas mostram-se disponíveis para colaborar com Fernando Medina na gestão da Câmara Municipal de Lisboa. A confirmação veio de Catarina Martins numa acção de campanha, esta quarta-feira, em que esteve acompanhada pelo vereador Manuel Grilo, que recentemente autorizou uma acção do Bloco no centro de refugiados afegãos, local que as autoridades portuguesas pretendiam manter sigiloso. 

A líder bloquista afirmou perante os jornalistas que «o Bloco de Esquerda nunca desiste de um acordo que possa melhorar a vida das pessoas» e que o trabalho que tem feito na Câmara da capital «não aconteceria se houvesse maioria absoluta do PS», apesar de a sua política nos últimos quatro anos ter passado, sobretudo, por dar a bênção às opções de Fernando Medina, validando antecipadamente os orçamentos e as grandes opções do plano do PS.

Entre os exemplos mais ilustrativos está o caso da linha circular do Metro de Lisboa, que os utentes repudiam, em que o BE teve o desafio camaleónico de se pôr de acordo com a medida no Município e contra na Assembleia da República. 

A atribuição de benefícios fiscais a prédios de luxo foi outra matéria em que o actual vereador do BE votou ao lado de Fernando Medina, por não haver, argumentou então, «nada no quadro legal que permitisse votar contra». De resto, e quanto a especulação imobiliária, este foi um mandato que, como se sabe, não começou bem para o BE.

No quadro da habitação pública, falhou o compromisso acordado pelas duas forças políticas de mais 25 mil novas pessoas acederem a habitação acessível.

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