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BE defende manutenção das refeições escolares nas mãos de privados

O vereador do BE na Câmara de Lisboa, com o pelouro da Educação, leva à próxima reunião uma proposta para manter as refeições nos jardins de infância e escolas do 1.º Ciclo entregues a privados.

Ricardo Robles com a coordenadora do BE, Catarina Martins. O vereador na Câmara Municipal de Lisboa leva a proposta de manutenção das refeições escolares nas mãos de empresas privadas à reunião da autarquia de 21 de Junho.
Ricardo Robles com a coordenadora do BE, Catarina Martins. O vereador na Câmara Municipal de Lisboa leva a proposta de manutenção das refeições escolares nas mãos de empresas privadas à reunião da autarquia de 21 de Junho.CréditosTiago Petinga / Agência LUSA

As refeições escolares foram entregues a um consórcio liderado pela ITAU, e integrado também pelas empresas Gertal e Socigeste, em Outubro de 2017, ainda pelo anterior executivo da Câmara Municipal de Lisboa (CML). Agora, o vereador do BE, Ricardo Robles, leva à reunião da autarquia da próxima quinta-feira uma proposta para manter a situação, segundo a denúncia feita por João Ferreira, vereador do PCP na edilidade.

A opção contrasta com o que Robles afirmou em Março, num balanço do acordo com o PS que o levou a assumir vários pelouros, nomeadamente o da Educação. Na altura, em entrevista ao esquerda.net, o vereador do BE dizia que a «opção foi de desmantelar as cozinhas das escolas e terceirizar este processo de confecção a grandes empresas», e que «o resultado é catastrófico».

Já na reunião da CML de 28 de Março, o PS e o BE tinham votado contra o ponto de uma proposta dos vereadores do PCP que previa a não renovação do contrato com o consórcio privado e que a autarquia assumisse a «gestão e confecção das refeições» nas escolas «apetrechadas com cantinas e refeitórios».

Ricardo Robles justificou o voto contra por existirem escolas que não reúnem as condições físicas para a confecção de refeições, apesar de a proposta do PCP limitar a denúncia dos contratos às escolas onde isso seja possível, e, como o próprio presidente da CML afirmou, essa possibilidade consta nos contratos.

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