Esta opção põe em causa a qualidade dos cuidados de saúde e as condições de trabalho dos profissionais, denuncia um comunicado do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN/FNAM).
A estrutura sindical defende que a opção por parcerias público-privadas (PPP), anunciada no início do ano pela ministra Ana Paula Martins, representa um grave retrocesso para a Unidade Local de Saúde (ULS) de Barcelos/Esposende e para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), «permitindo que cerca de 1,8 milhões de euros de investimento público (PRR) possam vir a sustentar um modelo de gestão orientado para o lucro».
Os médicos consideram que os resultados da experiência anterior com PPP «omitem a engenharia financeira que exclui cuidados de saúde complexos e dispendiosos, distorcendo a avaliação real do impacto destes modelos». Por outro lado, sublinham que «os acordos de transferência de gestão assentam na redução de custos face à gestão pública, o que conduz à deterioração dos cuidados prestados à população e à precarização das relações laborais, incluindo médicos com vínculo ao SNS e protegidos pelos Acordos Coletivos de Trabalho».
Para esta terça-feira, às 12h, está marcada uma reunião do SMN com os médicos da Unidade Local de Saúde de Barcelos/Esposende, no âmbito da «Caravana da FNAM», para discutir acordos colectivos de trabalho, direitos e problemas laborais, com a presença da presidente do sindicato, Joana Bordalo e Sá.
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