|Nosso Bairro Nossa Cidade

«Autonomia, responsabilidade e crescimento colectivo» no bairro da Bela Vista

O estúdio de som e imagem instalado no espaço Nosso Bairro, Nossa Cidade da Bela Vista, em Setúbal, é um equipamento gerido por moradores do bairro, onde são eles quem define e dinamiza a actividade.

Jovens do bairro da Bela Vista e o rapper Chullage gravam uma música no estúdio de som e vídeo gerido pela Khapaz – Associação Cultural de Jovens Afrodescendentes e pela Câmara Municipal de Setúbal, 24 de Outubro de 2020
Jovens do bairro da Bela Vista e o rapper Chullage gravam uma música no estúdio de som e vídeo gerido pela Khapaz – Associação Cultural de Jovens Afrodescendentes e pela Câmara Municipal de Setúbal, 24 de Outubro de 2020CréditosTiago Petinga / Agência Lusa

Composto por uma reggie, sala de captação e uma sala multiusos interligadas por áudio, vídeo e ethernet, o estúdio terá «condições técnicas e humanas para actividades de produção musical, gravação de vozes para música, locução e dobragens, mistura e masterização áudio, desenho de som para audiovisuais, teatro e artes performativas, gravação e streaming de podcasts áudio ou vídeo para rádios ou vloggers e edição e pós-produção de vídeo».

O objectivo é que este constitua «uma plataforma de apoio ao programa Nosso Bairro, Nossa Cidade, ao município, a instituições e a criadores de Setúbal e de outros concelhos», afirma, em comunicado enviado ao AbrilAbril, a Câmara Municipal de Setúbal (CMS).

O Nosso Bairro, Nossa Cidade, programa integrado, que envolve a participação e desenvolvimento da Bela Vista e zonas próximas, criado pela CMS e «em desenvolvimento desde 2012», tem um espaço localizado na Rua da Figueira Grande, neste mesmo bairro.

Este equipamento, lá localizado, tem assumido especial importância no «processo de organização de moradores, em particular dos jovens, bem como na concretização de uma estratégia de comunicação comunitária». O espaço está em funcionamento desde Setembro de 2020, com o apoio do rapper português Chullage, não tendo a pandemia permitido a sua inauguração até agora.

O projecto envolve «residentes, serviços autárquicos e perto de trinta entidades sediadas no território, em ações de melhoria da qualidade de vida da comunidade e do território».

As intervenções no bairro «devem ser protagonizadas pelos moradores», só assim, defende o comunicado, se pode contar com uma efectiva «participação das pessoas nas decisões que a elas e à sua comunidade dizem respeito, com o objectivo de promover a autonomia, a responsabilidade e o crescimento colectivo». 

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