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Xiomara Castro tomou posse como presidente das Honduras

A candidata do Partido Liberdade e Refundação (Libre), vencedora das eleições presidenciais de Novembro, é desde esta quinta-feira a presidente das Honduras e prometeu «arrancar a corrupção» do país.

Xiomara Castro, a nova presidente das Honduras, durante a cerimónia de tomada de posse, em Tegucigalpa 
Créditos / Prensa Latina

Na cerimónia, que teve lugar no Estádio Nacional, em Tegucigalpa, o ex-presidente Manuel Zelaya, deposto no golpe de Estado de 2009 – com apoio de Hillary Clinton e do Comando Sul norte-americano – colocou a faixa presidencial a Xiomara Castro, sua esposa, «como símbolo do regresso à democracia», refere a Prensa Latina.

No discurso da tomada de posse, Castro, que venceu as eleições de 28 de Novembro com mais de 1,7 milhões de votos (mais que os candidatos dos partidos Nacional e Liberal juntos), abordou questões que já na campanha eleitoral tinha prometido tratar, como o combate à corrupção e ao narcotráfico, entre outras.

Dando conta da má gestão do Partido Nacional nos últimos 12 anos, apresentou uma «proposta de refundação» imediata do país.

«Basta de esquadrões da morte. Basta de silêncio diante dos feminicídios. Basta de assassinos a soldo. Basta de tráfico de drogas ou crime organizado», sublinhou, aludindo ao elevado crime no país centro-americano, que a Cepal definiu, em 2020, como o mais pobre de todo o continente, de onde tentaram sair milhares de pessoas, em busca de emprego, protecção e refúgio.

Na presença de 12 mil pessoas, entre as quais se encontravam representantes de mais de meia centena de delegações internacionais, Castro anunciou que educação, saúde, segurança e emprego serão algumas das questões centrais para o seu executivo.

Também se referiu à aprovação de leis de participação e consulta dos cidadãos, ao não pagamento do consumo de energia eléctrica por parte de um milhão de famílias e à redução dos preços dos combustíveis.

Depois de aludir a diversos números deixados pela gestão de Juan Orlando Hernández, como o aumento exponencial da dívida externa, o aumento da pobreza em 74% e a corrupção generalizada, referiu-se à criação de um plano refundação assente em valores soberanos, como a proibição de autorizações de exploração de minerais, rios, parques naturais e bosques.

«Temos o dever de restaurar o sistema económico com base na transparência, eficiência, produção e justiça social na distribuição da riqueza e do rendimento nacional», disse.

No seu discurso, Xiomara Castro afirmou que o novo executivo assumirá um «socialismo democrático» e uma política latino-americana, soberana e solidária.

A nova presidente hondurenha destacou ainda o empenho na luta contra as desigualdades, a violência de género e pela defesa dos direitos das mulheres.

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