Em comunicado, o Ministério palestiniano dos Negócios Estrangeiros denunciou de forma veemente o assassinato pelo Exército israelita, esta madrugada, de um jovem palestiniano em Jenin.
Salah Briki, de 19 anos, foi morto durante uma nova operação das forças israelitas na cidade de Jenin, no Norte da Cisjordânia ocupada.
No texto, o ministério afirma que o governo israelita é «directa e inteiramente responsável por este crime», que evidencia que as autoridades israelitas procuram soluções militares que sirvam os seus interesses e expõe «a falsidade das alegações da ocupação e dos seus enganosos apelos à calma», revela a agência Wafa.
Para as autoridades palestinianas, Telavive mostra mais uma vez, com «este crime», que os seus planos passam por escalar a situação, aumentar a violência, com o objectivo de «encobrir os projectos coloniais e racistas nos territórios ocupados da Palestina».
Denuncia igualmente os ataques armados dos colonos israelitas contra «palestinianos civis desarmados e as suas casas, propriedades e locais sagrados».
A este propósito, a agência Wafa refere que o diário israelita Haaretz noticiou que, nos últimos dez dias, foram documentados mais de 100 ataques de colonos israelitas contra palestinianos na Margem Ocidental ocupada.
A maior parte destes ataques teve lugar no Norte desse território, sobretudo na cidade de Huwwara, na região de Nablus, refere o periódico, que nega as alegações feitas pelo Exército israelita de acordo com as quais aqueles que realizam os ataques são uma minoria.
A Wafa acrescenta que não só o Exército israelita não prende os colonos que agridem diariamente a população palestiniana e destroem os seus haveres, como lhes fornece protecção durante esses ataques.
De acordo com o Ministério palestiniano da Saúde, pelo menos 175 palestinianos foram mortos desde o início do ano pelas forças israelitas: 124 na Cisjordânia ocupada e 51 na Faixa de Gaza cercada.
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