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Síria pede que Israel preste contas pela utilização de fósforo branco

O governo sírio condenou, esta terça-feira, a utilização de fósforo branco, proibido internacionalmente, nos ataques das forças israelitas contra civis na Faixa de Gaza e no Sul do Líbano.

Várias organizações acusam Israel de utilizar fósforo branco na Faixa de Gaza 
Várias organizações acusam Israel de utilizar fósforo branco na Faixa de Gaza Créditos / Al Jazeera

Este posicionamento foi veiculado, em Nova Iorque, pelo encarregado de negócios interino da Delegação Permanente da Síria junto das Nações Unidas, Al-Hakam Dendi, ao intervir em nome do país levantino durante o quarto período de sessões da conferência sobre a criação de uma zona livre de armas nucleares e outras armas de destruição maciça no Médio Oriente.

Na ocasião, refere a agência Sana, o representante sírio pediu à Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) que investigue a utilização de fósforo branco, proibido internacionalmente, em ataques repetidos por parte das forças de ocupação israelitas contra civis na Faixa de Gaza e no Sul do Líbano, e que Telavive preste contas por violar as normas internacionais.

Além disso, reiterou o apelo da Síria à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) para que «assuma as suas responsabilidades e adopte todas as medidas necessárias para desvelar o programa nuclear militar secreto de Israel», que, no entender do diplomata, «representa uma ameaça permanente à paz e à segurança internacionais».

Dendi considerou que a posse, por parte de Israel, de arsenais massivos de armas nucleares, químicas, biológicas e de destruição maciça, com o apoio dos EUA e outros aliados ocidentais, fez crescer a ameaça à paz e à segurança.

O representante sírio referiu-se ainda à ameaça veiculada por um dos ministros do executivo israelita, a 5 de Novembro, de lançar uma bomba atómica contra Gaza, afirmando que tal constitui uma nova prova de que Israel possui armas nucleares e confirma aquilo que a Síria advertiu reiteradamente.

«A protecção proporcionada por alguns países ocidentais, especialmente os Estados Unidos, contribuiu para que Israel fosse o único Estado na região do Médio Oriente a possuir e desenvolver armas de destruição maciça e a recusar-se a submeter as suas instalações nucleares ao controlo internacional», denunciou.

«Israel pisou todas as linhas vermelhas»

Na sua conta de Twitter (X), o ministro sírio dos Negócios Estrangeiros, Faisal Mekdad, afirmou que, com os crimes que está a cometer em Gaza, o regime israelita «pisou todas as linhas vermelhas».

«No seu crime contínuo contra Gaza, a entidade racista sionista violou todos os acordos internacionais e de direito humanitário e cometeu todo o tipo de crimes de guerra», escreveu o líder da diplomacia síria na rede social.

Mekdad denunciou que o chamado «mundo baseado em regras não deixou de apoiar descaradamente todos os crimes contra a humanidade perpetrados pelo fascismo sionista» contra os palestinianos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia ocupada.

«Os povos do mundo que apoiaram o direito do povo palestiniano a regressar e criar o seu Estado independente na sua terra, ou aqueles que acordaram recentemente para o impacto dos crimes israelitas, não aceitarão mais mentiras e enganos por parte dos Estados Unidos e do Ocidente colectivo», afirmou Mekdad.

O diplomata considerou que «o mundo actual se está a voltar contra a história colonial europeia e contra o apoio norte-americano a Israel».

«Quando Israel mata deliberadamente, com o apoio do Ocidente e sob pretextos imorais, cerca de 12 mil palestinianos, metade dos quais são crianças, a consciência global deve despertar», afirmou o ministro sírio.

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