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«Quando a direita não vence as eleições ameaça a estabilidade da Bolívia»

Evo Morales, reeleito presidente da Bolívia em 20 de Outubro, denunciou esta quinta-feira as acções violentas levadas a cabo pela oposição, que se recusa a reconhecer os resultados oficiais do sufrágio. 

Evo Morales durante a conferência de imprensa realizada em La Paz, Bolívia, a 30 de Outubro de 2019.
Evo Morales durante a conferência de imprensa realizada em La Paz, Bolívia, a 30 de Outubro de 2019.CréditosMartin Alipaz / EPA

No dia em que arrancou a auditoria às eleições de 20 de Outubro, coordenada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), o presidente boliviano denunciou o mau perder da direita, que apostava fichas no candidato Carlos Mesa e que, por sua vez, rejeita a auditoria. 

Evo Morales denuncia que as acções violentas levadas a cabo desde o sufrágio «ameaçam a estabilidade nacional» da Bolívia e alerta para a existência de sectores que tentam travar os avanços alcançados nos últimos anos, em particular a distribuição da riqueza. 

O presidente reeleito fala mesmo de tentativas de golpe de estado, que «fracassaram graças à união do povo boliviano» e ressalva que o seu governo tem «um bom plano económico». 

Hoje também, o ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Milton Gómez Mamani, reconheceu que o que se passa na Bolívia é a luta política entre ricos e pobres.

No 67.º aniversário da organização sindical Central Obrera Departamental de La Paz, Gómez sublinhou que cabe aos trabalhadores e ao povo defender as políticas que têm vindo a ser aplicadas nos domínios político, social, económico e até mesmo cultural.

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