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Presidente de Cuba entregou Medalha da Amizade ao MST

A distinção atribuída a dois militantes do MST reconhece mais de quatro décadas de solidariedade, cooperação e internacionalismo entre o movimento e a Revolução Cubana.

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Miguel Díaz-Canel com Nivia Regina da Silva e Marcelo Durão, coordenadores da Brigada do MST em Cuba Créditos / Presidencia de Cuba

«Eles estão aqui porque o amor não entende de fronteiras, porque a Revolução não entende de passaportes, porque a amizade verdadeira, aquela que o companheiro forja nas batalhas compartilhadas, não se negoceia nem se decreta: conquista-se com factos, com suor e com entrega.»

Com estas palavras, o Herói da República de Cuba e director do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), Fernando González Llort, deu início ao acto de entrega da Medalha da Amizade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

A distinção foi entregue pelo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, a Nivia Regina da Silva e Marcelo Durão, coordenadores da Brigada do MST em Cuba, na quarta-feira, no salão El Sol de América do Palácio da Revolução, em reconhecimento a mais de quatro décadas de solidariedade, cooperação e internacionalismo entre o MST e a Revolução Cubana.

A Medalha da Amizade – lembra o Brasil de Fato – é uma distinção estatal concedida pela República de Cuba a cidadãos estrangeiros e organizações internacionais pela sua trajectória de solidariedade e apoio à Ilha. A proposta cabe ao ICAP, e a sua atribuição é aprovada pelo Conselho de Estado da República de Cuba.

«Hoje não estamos apenas a entregar duas medalhas; hoje abraçamos dois irmãos, dois combatentes que fizeram da solidariedade com Cuba a razão das suas vidas», afirmou González Llort.

Na sua conta de Twitter (X), Díaz-Canel divulgou esta quinta-feira um vídeo da cerimónia, junto ao qual declarou: «Homenageamos dois irmãos que fizeram da solidariedade com o nosso país uma razão de vida. Obrigado pelo amor e pelo acompanhamento permanente ao nosso povo.»

Um facto colectivo

«Esta medalha representa o sujeito coletivo que é o MST», afirmou Nivia Regina da Silva ao agradecer a distinção. A dirigente destacou que o reconhecimento pertence ao conjunto do movimento, aos seus militantes e aos camponeses que o integram.

Da mesma forma, ressaltou a relação histórica do MST com Cuba, baseada, segundo afirmou, «na solidariedade e no internacionalismo».

Desde a sua fundação, o MST mantém laços e intercâmbios com Cuba, que, além de constituir uma referência revolucionária, se tornou um espaço de formação para centenas de jovens militantes do movimento provenientes de assentamentos rurais. Muitos deles, refere a fonte, puderam estudar na Ilha, sobretudo Medicina, na Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), em Havana.

O movimento também mantém uma atitude firme de luta contra o bloqueio. Nos últimos anos, face ao agravamento da guerra económica promovida pelos Estados Unidos contra Cuba, organizou a campanha massiva «Ajude Cuba», que permitiu juntar e enviar directamente para o Ministério da Saúde Pública mais de 7,6 toneladas de medicamentos e materiais médicos, contribuindo dessa forma para fazer frente às carências no sistema hospitalar.

Além disso, o MST mantém brigadas permanentes de militantes e técnicos agrícolas na Ilha, que partilham com comunidades rurais metodologias de produção agroecológica, diversificação de cultivos, agricultura orgânica e soberania alimentar.

«Não temos palavras para expressar a honra e a alegria, mas, principalmente, receber a medalha é selar a continuidade do nosso compromisso, da nossa lealdade e da nossa confiança em Cuba», afirmou Silva.

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