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Parlamento grego aprova mais reformas ao gosto dos credores

O Parlamento grego aprovou, esta segunda-feira, um conjunto de medidas exigidas pelos credores internacionais em troca de uma nova tranche de resgate financeiro. Nas ruas de Atenas, Salónica e outras cidades gregas, milhares de pessoas manifestaram-se contra as reformas.

Milhares de pessoas juntaram-se às mobilizações convocadas pela Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME) em protesto contra as políticas da coligação Syriza-Anel
Milhares de pessoas juntaram-se às mobilizações convocadas pela Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME) em protesto contra as políticas da coligação Syriza-AnelCréditos / in defense of communism

As medidas – caracterizadas pelos sindicatos como «antipopulares e antilaborais» – foram aprovadas ontem, quando nas ruas de Atenas cerca de 20 mil pessoas deixavam clara a sua oposição e se sentiam os efeitos da greve de 24 horas convocada no sector dos transportes. De acordo com a Reuters, registaram-se paralisações no Metro e nos serviços urbanos ferroviários e alguns aviões não levantaram voo.

Enquanto a votação decorria, a Polícia usou a gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, que lançaram pedras e cocktails Molotov. Ainda de acordo com a Reuters, os confrontos foram breves.

O projecto de lei aprovado, com 154 votos a favor, introduz alterações nos apoios às famílias, nas execuções hipotecárias e na lei da greve, exigindo agora que, nos plenários sindicais, haja um apoio mínimo de 50% dos filiados.

A aprovação destas medidas é, na senda das privatizações, das reformas laborais e das pensões impostas pela troika e implementas pelo governo de Tsipras, um «êxito» para a coligação governamental Syriza-Anel, apesar do elevado desemprego, da recessão económica e da situação de ruptura social que a Grécia enfrenta.

Tsipras conseguiu ver este pacote aprovado antes da reunião de dia 22 do Eurogrupo, que irá analisar se o governo grego fez o trabalho de casa para se poder dar por concluída a terceira revisão do seu programa de austeridade e que ajudará a libertar uma nova tranche de 6,5 mil milhões de euros.

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