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ONU: 164 países votaram pelo direito à autodeterminação da Palestina

EUA e Israel fazem parte do grupo de cinco países que votaram contra a proposta de resolução que será submetida à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Benjamin Netanyahu
Benjamin Netanyahu CréditosAbir Sultan / EPA

Foi esta terça-feira que 164 países votaram a favor do direito à autodeterminação do povo palestiniano numa sessão da Terceira Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas. A proposta de resolução, que entretanto será submetida à Assembleia Geral da ONU, contou com o voto contra de Israel, EUA, Estados Federados da Micronésia, Ilhas Marshall e Nauru. Entre os nove que se abstiveram surge a Austrália, Camarões, Guatemala e Honduras. 

Numa nota à imprensa, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) realça que «muitos países alteraram o sentido habitual do seu voto, votando a favor da resolução», nomeadamente o Canadá, «aliado muito próximo dos EUA, que desde 2006, em 14 votações consecutivas, se recusara a apoiar uma resolução essencialmente nos mesmos termos».

O ministro dos Negócios Estrangeiros palestiniano, Riyad al-Maliki, congratulou-se com o voto da maioria esmagadora dos países a favor do direito do povo palestino à autodeterminação, sublinhando que a votação esmagadora a favor desta resolução é a resposta natural da comunidade internacional à recente declaração do governo dos EUA considerando «legais» os ilegais colonatos de Israel.

A este propósito, foi hoje aprovado na Assembleia da República um voto de condenação da nova agressão israelita a Gaza e da declaração da Administração Trump sobre os colonatos israelitas, apresentado pelo PCP. O texto teve votos contra do PSD, CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal e a abstenção do Livre.

Ainda sobre a proposta de resolução da Assembleia Geral da ONU, o MPPM frisa que o resultado da votação «indicia o profundo isolamento, no seio da comunidade internacional, da posição de Israel e dos EUA, de oposição aos legítimos direitos nacionais» do povo palestiniano.

De acordo com o texto, a Assembleia Geral da ONU deverá reafirmar o direito do povo palestino à autodeterminação, incluindo o direito ao seu Estado da Palestina independente.

A proposta enuncia igualmente o parecer consultivo emitido em 9 de Julho de 2004 pelo Tribunal Internacional de Justiça, onde se conclui que a construção de um muro por Israel no território ocupado da Palestina, incluindo Jerusalém Oriental, «constrange severamente o direito do povo palestino à autodeterminação».

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