Um Inverno rigoroso, com temperaturas baixas extremas, está a atingir a Argentina, no meio de dificuldades de abastecimento dos lares, devido ao aumento de preços do gás natural e engarrafado, que a política ultra-liberal do governo chefiado por Javier Milei fez aumentar em, respectivamente, 37% e 180%, noticia a Telesur.
A cidade de Buenos Aires e 16 províncias do centro e norte do país encontram-se sob alerta amarelo devido às baixas temperaturas observadas pelo Serviço Metereológico Nacional, as quais podem ser perigosas para grupos de risco como crianças, maiores de 65 anos ou portadores de doenças crónicas. Além disso, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC), 28,2% da população (8,5 milhões de argentinos) vive em situação de pobreza, e 6,3% vive mesmo em pobreza extrema.
A situação é «extremamente adversa para as famílias e os trabalhadores» e «nas gasolineiras de serviço não há gás e geram-se extensas filas», segundo a Telesur, que refere terem as distribuidoras de gás suspendido o fornecimento a estações de serviço e empresas depois de uma primeira vaga de frio no passado mês de Abril.
No fim de Maio, a Câmara de Deputados aprovou um projecto de lei, apresentado por Milei, que reduz drasticamente o regime de subsídios energéticos «Zona Fria», o que implicará um severo encarecimento dos preços dos combustíveis, em particular do Gás Natural Liquefeito (GNL), e deixará sem protecção social milhares de famílias das províncias mais densamente povoadas, como Buenos Aires, Córdoba, Santa Fé e Mendonza.
Entretanto, também a União Industrial Argentina (UIA) se manifestou preocupada com as falhas de abastecimento e o aumento de preços, que acarretam custos acrescidos para as empresas, e exigiu «previsibilidade para o abastecimento energético, dada a sua incidência directa nos processos produtivos).
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui