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Metalúrgicos galegos respondem com luta firme ao bloqueio das negociações

Na oitava jornada de greve, milhares de metalúrgicos mobilizaram-se na Corunha, Ferrol e Compostela em defesa de um «acordo digno», contestando o bloqueio da negociação colectiva.

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A Corunha foi uma das três cidades onde os metalúrgicos galegos se mobilizaram na oitava jornada de greve no sector Créditos / CIG

O oitavo dia de greve no sector metalúrgico da província corunhesa, esta quarta-feira, ficou marcado pela notícia de que o patronato solicitou uma mediação, a que as três sindicais envolvidas – Confederação Intersindical Galega (CIG), CCOO e UGT – irão dar resposta.

Para a CIG-Indústria, este movimento do patronato é consequência «da determinação, da dignidade e da unidade» demonstradas pelos trabalhadores do sector nestes oito dias de greve.

«Uma luta exemplar face à intransigência e ao imobilismo do patronato, que praticamente não se afastou da sua proposta inicial», apesar dos esforços das estruturas sindicais no sentido de se chegar a um acordo.

«Vamos conquistar este acordo. O pessoal está muito consciente e com total disposição para se chegar a um bom acordo», sublinhou Eduardo Caamaño, porta-voz da CIG-Indústria na mesa das negociações.

Face ao bloqueio, mais luta

A sétima jornada de greve dos metalúrgicos da província da Corunha, no dia anterior, registou uma forte adesão, que se fez sentir com especial intensidade nas zonas industriais, quase sem actividade, revelou a CIG no seu portal.

Para a central de classe galega, tratou-se de uma «lição de dignidade e unidade» dos trabalhadores, que não se resignaram e insistiram na exigência de um «acordo digno», face à «intransigência do patronato».

A concretização destas duas jornadas de luta foi a resposta dos trabalhadores metalúrgicos ao bloqueio patronal da negociação colectiva e à falta de um calendário de reuniões, refere a CIG, insistindo num acordo actualizado, que garanta melhores condições o mais rapidamente possível.

Na reunião de segunda-feira, que se seguiu a «uma reunião desastrosa na passada sexta-feira», o patronato apresentou uma «proposta ridícula», consistindo num aumento salarial de 0,25% e na pretensão de manter a validade do acordo por quatro anos. «Precisaram do fim-de-semana tudo para isso», criticou Caamaño nas mobilizações de terça-feira.

Os trabalhadores também lutam no Verão

Também advertiu o sector empresarial de que, «se espera que o conflito esmoreça no Verão, deve lembrar-se que em 2017 houve vários dias de greve em Julho e foi alcançado um acordo». Acrescentou: «Estamos empenhados em assinar um acordo o mais rapidamente possível e não vamos atrasar o processo enquanto o pessoal perde poder de compra e direitos.»

Apesar do pedido de mediação da parte do patronato, os sindicatos mantêm a convocatória de greve para os dias 30 de Junho e 2 de Julho, e agendaram outros dois dias de paralisação, para 7 e 9 de Julho, tendo em conta «a experiência destes meses» e «para evitar que o patronato procure alongar as negociações e travar a mobilização».

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