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Manifestações em várias cidades do mundo contra agressão de Israel ao povo palestino

O fim-de-semana está a ser marcado por manifestações, em várias cidades do mundo, para exigir o fim da agressão israelita ao povo palestiniano, salvo na Alemanha, que proibiu acto pela paz no Médio Oriente.

CréditosOLIVIER HOSLET / EPA

Algumas milhares de pessoas estão hoje reunidas em frente à Comissão Europeia, em Bruxelas, a exigir o fim da intervenção militar israelita em Gaza. Os manifestantes ocuparam a totalidade da rotunda de Schuman, mesmo em frente aos edifícios da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, e estão a empunhar bandeiras da Palestina e cartazes a dizer «boicote a Israel» e «free, free Palestina» («Palestina livre, livre»), enquanto vários manifestantes estão em cima de paragens de autocarro a erguer bandeiras enormes da Palestina.

Aqui ao lado, manifestantes saíram às ruas na maioria das cidades espanholas, este sábado, para protestar contra a agressão israelita ao povo palestiniano e exigir uma tomada de atitude por parte do governo espanhol e da «comunidade internacional». Em Madrid, milhares de pessoas caminharam pelas ruas mais centrais da capital espanhola para expressar a sua rejeição aos bombardeamentos contra civis palestinianos e ao bloqueio de abastecimentos básicos por parte de Israel. Também em Barcelona, adianta a agência de notícias Sana, se realizou uma manifestação em que participaram mais de 200 organizações e movimentos sociais da Catalunha. Cerca de 70 mil pessoas saíram às ruas sob o lema «Vamos parar o genocídio na Palestina». Nas cidades de Saragoça e de San Sebastián (País Basco), milhares de manifestantes saíram igualmente às ruas para expressar o seu apoio e exigir uma solução para a questão palestiniana.

Em Londres, cerca de 100 mil pessoas, segundo números da Polícia Metropolitana, participaram este sábado numa marcha pró-Palestina, onde se agitaram bandeiras palestinianas e se exigiu o fim imediato dos bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza. Também na Austrália, milhares de pessoas marcharam ontem no centro de Sydney, gritando «Vergonha, vergonha, Israel» e «A Palestina nunca morrerá».

Alemanha e França proíbem manifestações pró-Palestina

Tal como a França, que na passada proibiu a realização de todas as manifestações de solidariedade com o povo palestiniano, porque, alegava então o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, «são susceptíveis de gerar perturbações da ordem pública», a polícia berlinense voltou a impedir a realização de uma manifestação prevista para hoje na capital alemã, sob o lema «Paz no Médio Oriente».  

Segundo o comunicado das autoridades, «depois de avaliar todas as circunstâncias e conclusões e pesar todos os interesses, em particular o direito fundamental à liberdade de reunião, a polícia de Berlim proíbe» a iniciativa marcada para a tarde deste domingo na praça Potsdamer e a celebração de «qualquer outro evento substituto» na capital da Alemanha, até 30 de Outubro. Entre os argumentos utilizados para suportar a decisão está a alegada possibilidade de existirem «proclamações de incitação ao ódio e antissemita» e a «glorificação da violência».

Israel utiliza bombas de fósforo branco

Notícias divulgadas à hora de almoço deste domingo davam conta de 4651 mortos palestinianos, 40% dos quais crianças, vítimas dos constantes bombardeamentos do exército israelita, desde 7 de Outubro. Ontem, o site canadiano «Global Research» confirmava o que as autoridades palestinianas denunciaram poucos dias depois do ataque do Hamas, o exército israelita está a utilizar contra o povo de Gaza bombas incendiárias de fósforo branco, proibidas internacionalmente, além de bombas lançadas por aviões, o que constitui um crime de guerra. Os cortes de electricidade, água ou combustível à Faixa de Gaza são outras das atrocidades de que o povo palestiniano tem sido vítima. 


Com agência Lusa

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