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Israel lançou novo ataque contra território sírio

Caças israelitas lançaram esta madrugada o mais forte ataque dos últimos anos em território sírio. Mais de metade dos mísseis disparados terão sido interceptados, segundo o Ministério russo da Defesa.

O sistema de defesa anti-aéreo sírio em acção, na madrugada desta quinta-feira, durante o ataque das forças israelitas
O sistema de defesa anti-aéreo sírio em acção, na madrugada desta quinta-feira, durante o ataque das forças israelitasCréditos / voanews.com

Em comunicado, o Ministério russo afirma que 28 caças israelitas F-15 e F-16 estiveram envolvidos no ataque desta madrugada, tendo disparado cerca de 60 mísseis ar-terra contra várias posições em território sírio. As forças israelitas dispararam ainda dez mísseis terra-terra.

«Os sistemas de defesa anti-aérea síria abateram mais de metade dos mísseis, quando repeliam o ataque», refere a mesma fonte.

Ainda de acordo com o Ministério russo, citado pela Sputnik News, o ataque teve como alvo «posições onde estavam localizadas unidades militares iranianas, bem como posições da defesa aérea do Exército sírio no Sul de Damasco e no Sul da Síria».

A RT precisa que o ataque das forças israelitas durou duas horas, entre a 1h45 e as 3h45 desta quinta-feira.

Telavive alega que a forte ofensiva das suas forças armadas sobre posições iranianas na Síria foi perpetrada como retaliação pelo disparo de 20 mísseis a partir de território sírio contra alvos israelitas nos Montes Golã – que Israel ocupa ilegalmente desde 1967. As autoridades israelitas responsabilizaram por esse ataque a Força Quds da Guarda Revolucionária iraniana.

De acordo com a agência SANA, esses 20 projécteis foram disparados como resposta a um ataque das forças israelitas contra a cidade de Ba'ath, na província síria de Quneitra. Responsáveis militares israelitas afirmaram que o ataque – que serviu de pretexto à ofensiva desta madrugada – «não provocou danos ou baixas».

Ataques frequentes e escalada contra o Irão

Na terça-feira, pelo menos dois civis morreram na sequência de um outro ataque israelita contra posições do Exército sírio, na região de Kisweh, 20 quilómetros a sul de Damasco, segundo referiu o Ministério sírio da Defesa.

Recentemente, Telavive aumentou, em conjunto com Washington e Riade, a retórica hostil contra o Irão, ameaçando levar a cabo acções militares contra o país persa e ajudando a alimentar a campanha de que o Irão estaria a violar o acordo nuclear subscrito em Julho de 2015 – já denunciado pelo grande aliado de Israel, Donald Trump.

O apoio de Telavive, tal como o de potências ocidentais e regionais, a grupos terroristas na Síria tem sido reiteradamente denunciado pelas autoridades deste país junto das Nações Unidas. As acções militares israelitas contra posições do Exército sírio no país árabe são frequentes.

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