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Israel deve prestar contas pelos seus «crimes»

A diplomacia síria instou o Conselho de Segurança da ONU a tomar «medidas firmes e imediatas» para impedir que se repitam as agressões de Telavive contra o país árabe.

Defesa anti-aérea síria em acção na madrugada deste sábado
O ataque israelita desta quinta-feira contra posições perto de Damasco foi a nona agressão sionista contra território sírio este ano. Defesa anti-aérea síria em acção (imagem de arquivo) Créditos / Twitter

O ataque com mísseis perpetrado por Israel, na madrugada de quinta-feira, contra posições nos arredores de Damasco constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, dos princípios do direito internacional e das resoluções relevantes do Conselho de Segurança, que exigem o respeito pela soberania da Síria, afirma o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros num comunicado emitido esta quinta-feira.

A agressão israelita coincide com as celebrações da Páscoa, «que trazem consigo a mensagem do amor e da paz». No entanto, «a entidade sionista já mostrou, através dos ataques incessantes contra território sírio, que não acredita na paz mas, sim, na lei da selva», denuncia o texto, citado pela SANA.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros reafirma que estas agressões israelitas visam prolongar a guerra contra a Síria, apoiar os grupos terroristas que provocam o caos e impedir que o Exército e os seus aliados derrotem por completo o Daesh, a Hayat Tahrir al-Sham e outras organizações terroristas.

Tais ataques – sublinha o texto – teriam sido impossíveis sem o «apoio generoso» prestado pelas administrações norte-americanas e «o escudo da impunidade que é atribuído a Israel por certos países-membros do Conselho de Segurança».

A Síria insta o Conselho de Segurança das Nações Unidas a responsabilizar Israel pelos crimes cometidos contra os povos sírio e palestiniano, bem como pelo seu apoio contínuo a organizações terroristas.

Renova ainda o apelo a esse organismo para que tome «medidas firmes e imediatas» de modo a impedir que se repitam as agressões de Telavive contra o território sírio, e para que «assuma as suas responsabilidades, no quadro da Carta das Nações Unidas, a mais importante das quais é a manutenção da paz e da segurança».

No ataque realizado, perto da 1h da madrugada de quinta-feira, contra posições nas imediações de Damasco ficaram feridos quatro soldados sírios.

Trata-se da nona agressão israelita contra território sírio este ano; em 2020, foram registadas mais de 50.

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