|Síria

EUA continuam a proteger terroristas na base ilegal de al-Tanf

Washington transfere terroristas para a base ilegal que possui em al-Tanf, junto à fronteira com a Jordânia e o Iraque, onde os apoia, treina e utiliza para desestabilizar a Síria, denunciam as autoridades.

A presença das tropas norte-americanas na Síria foi sempre denunciada e considerada ilegítima pelo governo de Damasco
As autoridades sírias acusam os militares dos EUA de apoiarem e treinarem elementos do Daesh para prolongar a guerra e desestabilizar o país Créditos / drimpic.pw

As forças de ocupação norte-americanas transportaram de helicóptero para a base de al-Tanf 70 terroristas do Daesh que estavam presos na antiga Escola Industrial de Hasaka, no Nordeste da Síria, informou esta segunda-feira a agência estatal SANA.

Trata-se do segundo caso reportado em duas semanas, depois de no passado dia 5 outros 60 terroristas do Daesh terem sido transportados para a mesma base a partir de prisões localizadas na província de Hasaka. De acordo com as autoridades, as prisões estavam sob controlo das chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS, na sua maioria curdas).

Na base de al-Tanf, localizada a cerca de 220 quilómetros de Damasco, os militares norte-americanos apoiam e treinam elementos do Daesh, integram-nos noutros grupos, com várias designações, e promovem ataques, sobretudo na vasta região desértica de Al-Badiya, contra o Exército Árabe Sírio.

A denúncia da situação, reiteradamente apontada pelo governo sírio, assim como pela Rússia e o Irão, tem ganho consistência com o testemunho de desertores e elementos do Daesh capturados.

De acordo com Damasco, os ataques recentes do Daesh contra militares e civis no deserto sírio foram planeados e apoiados pelas forças de ocupação dos EUA com o objectivo de prolongar a guerra no país levantino.

Manifestação em Hasaka contra as FDS e a ocupação estrangeira

Dezenas de residentes de Hasaka manifestaram-se na Praça Hafez al-Assad, no centro da cidade, em protesto contra o assédio imposto pelas FDS aos bairros sob controlo do Exército Árabe Sírio e para denunciar os cortes sucessivos no abastecimento de água, levados a cabo pelos ocupantes turcos.

Em declarações à Al Mayadeen, o general Ghassan al-Khalil, governador da província de Hasaka (Nordeste da Síria), denunciou os «crimes cometidos contra o povo sírio» na província, como o corte de água e de electricidade, o corte de estradas e o impedimento à passagem de alimentos, «numa tentativa de subjugar a população à vontade dos ocupantes».

Os manifestantes também consideraram que se trata de uma «pressão para os submeter à ocupação», tanto os bloqueios impostos pelas FDS nos acessos a alguns bairros da cidade, com o apoio dos Estados Unidos, como os cortes de água feitos pelos turcos e os grupos terroristas que lhes são leais.

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