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Governo venezuelano apresenta o «Mapa Geopolítico das Sanções»

Na apresentação do mapa ao corpo diplomático em Caracas, na sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Yván Gil destacou que «as sanções persistem como prática do imperialismo».

Delcy Rodríguez, vice-presidente da República, intervém sobre as sanções na Casa Amarela, em Caracas, a 20 de Junho de 2023 
Delcy Rodríguez, vice-presidente da República, intervém sobre as sanções na Casa Amarela, em Caracas, a 20 de Junho de 2023 Créditos / @AntibloqueoVen

Esta terça-feira, teve lugar na Casa Amarela, na capital venezuelana, a apresentação do Mapa Geopolítico das Sanções, que, segundo explicou William Castillo, vice-ministro das Políticas Anti-bloqueio do Ministério da Economia, Finanças e Comércio, constitui «uma ferramenta informativa on-line para ligar 30 países que são alvo de medidas coercivas unilaterais» e serve para «dar visibilidade ao esforço mundial contra o bloqueio».

Na sessão de apresentação do mapa ao corpo diplomático, ao Grupo de Amigos de Defesa da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) e a organizações sociais, participaram outras figuras de peso do governo venezuelano, como a vice-presidente da República, Delcy Rodríguez, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Yván Gil.

Gil afirmou que «as sanções persistem como uma prática do imperialismo, que tanto dano causa aos povos do mundo», indica a VTV.

«Se foi a partir de 2017 que assistimos a uma formalização das sanções, o nosso país foi assediado com sanções quase desde o momento em que o Comandante Hugo Chávez, em 1999, chegou à presidência da República, mandatado pelo povo», disse.

O diplomata sublinhou que a primeira sanção imposta foi «toda a campanha mediática aplicada contra a Venezuela, contra a sua revolução e contra a designação "venezuelano" a partir dos grandes centros de poder do mundo».

Por seu lado, William Castillo defendeu que se justifica a construção de uma ferramenta que integre informação sobre as medidas coercivas unilaterais impostas aos povos do mundo.

«É um problema global, é um problema que afecta 30 dos mais de 190 estados-membros da ONU, que afecta milhões de pessoas e transacções económicas e comerciais em todo o mundo, e que causa grandes danos», declarou.

Já a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, destacou a importância de «nos agruparmos com países bloqueados para trocar informação, para seguir estes mecanismos perversos e actuar de forma conjunta», lê-se na conta de Twitter @AntibloqueoVen.

Lembrando que 30 países foram alvo de sanções – o que representa 28% da população mundial –, afirmou que se trata de um problema do mundo.

Neste sentido, Rodríguez sublinhou que a Venezuela coloca esta ferramenta – que irá ajudar investigadores, jornalistas, políticos a aferir o impacto das sanções a nível global – ao serviço de todos, tanto dos países que já são vítimas das sanções como daqueles que o podem vir a ser.

Maduro: «sistema de pagamentos russo Mir constrói um novo sistema financeiro mundial»

Na segunda-feira, no seu programa «Con Maduro +», o presidente venezuelano recordou que o país caribenho foi vítima de sanções e bloqueios, com o intuito de o «isolar monetária e financeiramente» do mundo, de forma «injusta e criminosa».

Nicolás Maduro no programa «Con Maduro +» / vtv.gob.ve

Destacou, no entanto, que o Banco Central da Venezuela trouxe uma «boa notícia, a de que nos vamos integrar no sistema de pagamentos criado pela Rússia, utilizado por muitos países do mundo, que é o sistema Mir».

«Estamos a construir sistemas financeiros e monetários do mundo novo», disse Nicolás Maduro, referindo-se à questão do sistema Mir como uma das medidas promovidas pelo executivo venezuelano para enfrentar as sanções ilegais de que o país foi alvo por parte do imperialismo norte-americano e aliados.

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