«As crianças cubanas são vítimas directas da ganância, do estrangulamento económico e da agressão norte-americana», denunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros.
«Exemplo disso são a duplicação da taxa de mortalidade infantil, de 4,0 para 9,9 por cada mil nados-vivos, e a redução da esperança de vida das crianças com cancro, de 85% para 65%», escreveu Rodríguez este sábado na sua conta de Twitter (X).
Ao destacar o impacto severo das sanções norte-americanas no sector da saúde pública, o diplomata afirmou que o agravamento das restrições impostas ao país caribenho representa «um cruel e indiscriminado castigo colectivo» que «provoca mortes», principalmente crianças.
Neste contexto, o ministro exigiu o fim das políticas agressivas de Washington contra o seu país e reclamou a possibilidade de os menores cubanos se desenvolverem e crescerem em paz: «Deixem as crianças cubanas viver e crescer em paz», declarou.
Rubio repete as mesmas mentiras
Na sexta-feira, na mesma rede social, Rodríguez refutou as afirmações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de acordo com as quais Washington não coloca entraves à entrada de petróleo em Cuba.
O titular cubano da pasta dos Negócios Estrangeiros sublinhou que Rubio «parece esquecer-se, com toda a intenção», da ordem executiva de 29 de Janeiro deste ano, «concebida por ele mesmo e firmada pelo seu presidente, que autorizou a imposição de tarifas punitivas contra as importações provenientes de países que, directa ou indirectamente, forneçam petróleo a Cuba».
«Isso não é bloquear a entrada de petróleo em Cuba? Como chamar à coerção económica de um terceiro para que interrompa o comércio connosco? É um bloqueio que não necessita de meios militares frente à nossa costa se conseguir atingir o seu objectivo através da mais dura pressão e chantagem», frisou Rodríguez.
Neste sentido, o diplomata cubano afirmou que Rubio tira partido de estar «confortavelmente instalado no centro das atenções mediáticas e da sua capacidade de mentir» para repetir uma e outra vez a mesma cantilena.
Estas declarações de Bruno Rodríguez seguem-se a uma intervenção de fundo que fez a semana passada na sede da ONU em Nova Iorque, no âmbito de um debate aberto no Conselho de Segurança.
Ali, o diplomata cubano alertou para a possibilidade de uma «catástrofe humanitária» na Ilha, caso os EUA insistam nas suas políticas de agressão.
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