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|BRICS

China defende maior coordenação e cooperação no seio do Brics

O líder da diplomacia chinesa, Wang Yi, voltou a fazer a defesa do multilateralismo e da solução política dos conflitos. Advogou também maior coordenação dentro do Brics para enfrentar as ameaças à segurança.

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Créditos / Xinhua

Ao analisar os resultados da recém-concluída XVI Reunião de Assessores e Altos Representantes sobre Segurança Nacional dos países do Brics, celebrada em Nova Déli, o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros destacou a defesa do multilateralismo e da solução política dos conflitos.

Sublinhando o consenso existente a esse nível, o diplomata disse ainda que o encontro evidenciou o apoio de todos os participantes a que «o Brics e o Sul Global defendam a independência e a autonomia, reforcem a solidariedade e a ajuda mútua, partilhem a sabedoria colectiva e tomem medidas conjuntas mais robustas», refere a Xinhua.

Wang destacou igualmente o facto de os países-membros do grupo terem mostrado a vontade de tirar maior proveito do mecanismo do encontro, mantendo uma maior comunicação e coordenação sobre temas internacionais e regionais de relevo.

De acordo com o diplomata, esse mecanismo permitirá enriquecer a cooperação do chamado «Grande Brics» e dinamizar acções conjuntas.

No próximo ano, a China assumirá a presidência rotativa do grupo Brics, informou Wang, tendo expressado o desejo de que todos os participantes se voltem a reunir no seu país, para aprofundar a cooperação política e de segurança, contribuindo para o reforço da paz e da segurança mundiais.

Vários temas em análise

Durante o encontro, realizado nos dias 22 e 23 na capital indiana, foram abordados desafios relacionados com a segurança energética, a segurança alimentar, a segurança das cadeias de abastecimento, as tecnologias emergentes utilizadas por redes terroristas, a cibersegurança e a instabilidade resultante das alterações climáticas.

Os participantes também analisaram as actividades e os resultados dos grupos de trabalho conjuntos dos Brics sobre contraterrorismo, que tiveram lugar em Maio último, e abordaram a segurança no uso de tecnologias da informação e da comunicação, no início deste mês.

A este propósito – indica a Prensa Latina –, defenderam uma maior cooperação no seio do bloco, particularmente no que respeita às capacidades dos países-membros, à melhoria do intercâmbio de informação e à coordenação entre os organismos que têm a seu cargo o cumprimento da lei interna para combater o terrorismo e os riscos cibernéticos.

Onze países integram actualmente grupo Brics: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egipto, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Índia, Indonésia, Irão e Rússia. Detêm o estatuto de parceiros: Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietname.

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