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Chile: militares na rua não impedem protestos populares

Pela primeira vez desde o fim da ditadura militar, o exército voltou a ocupar as ruas e praças do Chile. Desta vez à ordem do presidente Sebastián Piñera, que vê a população rechaçar as suas medidas neoliberais.

Créditos / Agẽncia Uno (Chile)

Os violentos protestos e manifestações contra a política neoliberal do presidente Sebastián Piñera obrigaram este a recuar parcialmente nas medidas de austeridade recentemente anunciadas, sem antes declarar o estado de excepção em Santiago e em outras cidades do país.

Trata-se da primeira vez, desde o fim da ditadura militar fascista de Augusto Pinochet, que o Chile volta a acordar com as suas ruas patrulhadas por blindados do exército e soldados armados de metralhadoras.

O regime de estado de sítio e o recolher obrigatório, inicialmente decretados pelo presidente chileno para a região de Santiago do Chile e Chabuco, foram alargados este fim-de-semana à cidade costeira de Valparaíso, segundo a Agência Venezolana de Notícias (AVN).

Os protestos desencadearam-se de forma espontânea e viral ao ser conhecido mais um pacote de medidas anti-populares, entre as quais o aumento da tarifa de electricidade e dos bilhetes de metro durante o período da hora de ponta.

Os manifestantes em revolta destruíram os equipamentos de bilhética nas estações de metro e defrontaram as forças policiais, antes de os protestos alastrarem às ruas da capital chilena, com destruição de autocarros e outros equipamentos urbanos.

O milionário Sebastián Piñera, presidente do Chile, é um dos mais acérrimos defensores e praticantes de um neoliberalismo sem freios no continente latino-americano. No sábado, segundo a AVN, após 160 feridos e mais de 300 detenções, admitiu recuar no aumento dos bilhetes de metro.

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