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Castillo, ex-presidente peruano, detido e direita revanchista ao ataque

À terceira tentativa,  Pedro Castillo foi destituído. Entretanto, na sequência da procura asilo político na embaixada do México a polícia agiu rapidamente no sentido de o deter. 

CréditosStringer / Epa/Lusa

Volteface no Peru. Na sequência da destituição de Castillo, a vice-presidente Dina Boluartefoi assumiu a presidência, uma situação já reconhecida pelos EUA e pela OEA (Organização dos Estados Americanos).

Castillo é detido com a acusação de rebelião e por uma alegada tentativa de violação das normas constitucionais, após pedir a dissolução do Congresso da República peruana. As motivações para a destituição são as de alegada corrupção, o que traz à memória processos semelhantes no continente americano.

Entretanto, na sequência da demissão começaram os protestos e confrontos em Lima e várias cidades do interior entre apoiantes de Castillo e partidários da direita que promoveu todo o processo. No Congresso, a situação não era fácil uma vez que o partido de Castillo, o Partido Político Nacional Peru Livre, não detinha a maioria. 

Vários têm sido os órgãos e instituições que têm caracterizado o processo como um golpe. O diario mexicano La Jornada perguntava no seu editorial quem tinha dado o golpe de Estado, apontando a direita como a responsável. No Peru, a Confederación General de Trabajadores del Perú, congénere da CGTP-IN, disse em comunicado que «rejeita categoricamente o colapso das instituições democráticas do país e a continuação de uma crise que beneficia as forças de direita e grupos de poder econômico no Peru».

A Confederación General de Trabajadores del Perú, que integra a Assembleia Nacional dos Povos, sublinha que um dos principais problemas é a Constituição peruana de 1993 e apela à mobilização e vigilância «da classe trabalhadora e do povo» em defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores, de «uma nova Constituição e de eleições gerais». 

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