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Souto de Moura ganha Leão de Ouro na Bienal de Arquitectura de Veneza

O arquitecto Eduardo Souto de Moura foi distinguido na Bienal de Arquitectura de Veneza com um Leão de Ouro.

Eduardo Souto de Moura, arquitecto, Cascais. 17 Setembro de 2012
Eduardo Souto de Moura, arquitecto, Cascais. 17 Setembro de 2012CréditosAntónio Cotrim / Agência LUSA

A 16.ª Exposição Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza abriu hoje ao público, na cidade italiana, com a participação de Portugal através da exposição «Public Without Rethoric».

O certame dedicado à arquitectura - cujo prémio máximo é o Leão de Ouro - recebe 65 participações nacionais, divididas entre os pavilhões históricos do Giardini, do Arsenale e do centro histórico de Veneza.

Souto de Moura foi um dos 100 arquitectos convidados pelas curadoras da Bienal da Arquitectura de Veneza, Yvonne Farrell e Shelley McNamara, do Grafton Architects, para a exposição principal, espaço expositivo além dos pavilhões nacionais.

Doze edifícios públicos criados por arquitectos portugueses de várias gerações, nos últimos dez anos, e filmes de quatro artistas constituem a representação de Portugal na Bienal de Arquitectura de Veneza.

O projecto, apresentado em Abril último pelos curadores, Nuno Brandão Costa e Sérgio Mah, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, está instalado no Palazzo Giustinian Lolin, sede da Fundação Ugo e Olga Levi, junto ao Grande Canal, em Veneza, entidade com a qual a Direção-Geral das Artes, organizadora da representação portuguesa, assinou um protocolo de utilização para este ano.

André Cepeda, Catarina Mourão, Nuno Cera e Salomé Lamas foram os quatro artistas convidados a criar filmes sobre os edifícios seleccionados.

Os 12 edifícios de arquitectos portugueses incluídos na exposição dividem-se pelo País e pelo estrangeiro, com três localizados nos Açores: Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande (João Mendes Ribeiro e Menos é Mais – Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos); Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo (Inês Lobo); e Centro de Visitantes da Gruta das Torres, no Pico (SAMI - Inês Vieira da Silva e Miguel Vieira).

De Lisboa, estão incluídos na lista o Teatro Thalia (Gonçalo Byrne e Barbas Lopes Arquitetos, Diogo Seixas Lopes e Patrícia Barbas) e o Terminal de Cruzeiros (João Luís Carrilho da Graça).

Do Porto, são vários os edifícios que constam da representação portuguesa: I3S - Instituto de Inovação e Investigação em Saúde (Serôdio Furtado Associados - Isabel Furtado e João Pedro Serôdio); Molhes do Douro (Carlos Prata); Pavilhões Expositivos Temporários, «Incerteza Viva: Uma exposição a partir da 32.ª Bienal de São Paulo», Parque de Serralves (depA - Carlos Azevedo, João Crisóstomo e Luís Sobral, Diogo Aguiar Studio, FAHR 021.3 – Filipa Fróis Almeida e Hugo Reis, Fala Atelier – Ana Luísa Soares, Filipe Magalhães e Ahmed Belkhodja e Ottotto, Teresa Otto).

A lista de obras selecionadas inclui ainda o Hangar Centro Náutico, em Montemor-o-Velho (Miguel Figueira), e o Parque Urbano de Albarquel, em Setúbal (Ricardo Bak Gordon).

Fora de Portugal encontram-se o Centro de Criação Contemporânea Olivier Debré, em Tours, França (Aires Mateus e Associados - Manuel e Francisco Aires Mateus), e a Estação de Metro Município, em Nápoles, Itália (Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto Moura e Tiago Figueiredo).

A 16.ª Exposição Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza estará patente ao público até ao dia 25 de Novembro.


Agência Lusa

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