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«O Campo de Chão Bom»

O espectáculo multidisciplinar sobre o Tarrafal, inspirado na obra de Mário Lúcio Sousa, vai estrear no dia 12 de Fevereiro, às 21h, no Parque de Feiras e Exposições de Grândola.

CréditosAntónio Cotrim / LUSA

É a primeira vez que o espectáculo «O Campo de Chão Bom», com a direcção artística do corerógrafo Pascoal Furtado, é apresentado em território nacional, encontrando no Município de Grândola o seu primeiro ponto de contacto com o público português.

«Da autoria da jornalista Paula Torres de Carvalho, de descendência cabo-verdiana», o espectáculo cruza várias linguagens artísticas, inspiradas pela obra «O Diabo é meu Padeiro» do escritor e antigo Ministro da Cultura de Cabo Verde, Mário Lúcio Sousa. O autor vai estar em Grândola para uma participação especial no «Campo de Chão Bom».

A peça, que junta teatro, dança, poesia, musica ao vivo, artes circenses e vídeo, sublinha o nosso dever colectivo da memória, centrando-se «na história da segunda fase do Campo do Tarrafal, em Cabo Verde, quando foi reaberto em 1961 com o nome de Campo de Trabalho de Chão Bom», informa o comunicado divulgado pela Câmara Municipal de Grândola.

Os géneros artísticos reunidos em palco «expressam o sofrimento e a resistência dos presos africanos que se opuseram ao regime do Estado Novo e que foram deportados para o Tarrafal», registando ainda memórias da época anterior a essa, entre 1936 e 1962, quando ali estiveram detidos vários antifascistas portugueses.

Esta produção, que junta, num só palco, artistas cabo-verdianos, portugueses, guineenses e angolanos, está agendada para dia 12 de Fevereiro, às 21h, no Parque de Feiras e Exposições do Município de Grândola.

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