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Filme português «Em caso de fogo» vence em Donostia

A curta-metragem Em caso de fogo, do jovem realizador português Tomás Paula Marques, venceu a secção Nest Film Students do festival internacional de cinema de Donostia/San Sebastián.

Fotograma do filme «Em caso de fogo», de Tomás Paula Marques (2019)
Fotograma do filme «Em caso de fogo», de Tomás Paula Marques (2019) Créditos / Mundo Português

O jovem realizador português Tomás Paula Marques venceu a competição Nest Film Students da 67.ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián (Donostiako Nazioarteko Zinemaldia), no País Basco, com a curta-metragem de ficção Em caso de fogo.

O júri da secção Nest Film Students decidiu atribuir a Em caso de fogo o Prémio para a Melhor Curta-Metragem por «criar um retrato sugestivo e subtil da adolescência no Portugal rural». Além do galardão, o prémio garante a Tomás Paula Marques um valor de dez mil euros, noticia a Lusa.

O Nest Film Students «junta estudantes provenientes de escolas de cinema de todo o mundo» cujas curtas-metragens tenham sido previamente seleccionadas. O filme vencedor é escolhido por um júri de estudantes «presidido por um prestigiado cineasta».

Este ano, segundo o jornal Mundo Português, que noticiou a candidatura, o júri foi presidido pelo realizador argentino Martín Rejtman e a selecção final incluiu 14 curtas-metragens escolhidas a partir de 373 candidaturas provenientes de variados países: Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, Rússia, Bélgica, República Checa, Japão, China, Chile, Equador ou Argentina.

Em caso de fogo foi produzido pela Escola Superior de Teatro e Cinema e tinha sido, até agora, apresentado nos festivais Cinema no Aquário (Galeria Zé dos Bois, Lisboa), Curtas de Vila do Conde – onde recebeu o Prémio Take One! – e IndieLisboa, em Portugal; e no Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba, no Brasil.

Tomás Paula Marques descreve «o desejo de integração de um rapaz numa pequena comunidade avessa à diferença», escreveu o Mundo Português. A acção de Em caso de fogo decorre durante o Verão, num Ribatejo cuja paisagem foi dilacerada pelos incêndios. «Chico é assombrado por um crime de ódio cometido contra um jovem que lhe era secretamente próximo». Durante as festas locais, «pressionado pelos seus amigos», Chico esforça-se por «corresponder aos padrões sociais» daqueles, «acabando por esconder os seus medos e desejos», pode ler-se na página do realizador na agência Portugal Film.

Tomás Paula Marques (1994) nasceu no Porto, frequentou o Colégio Internato dos Carvalhos e concluiu o curso de Artes e Indústrias Gráficas. Em 2013, ingressou na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, onde concluiu a licenciatura na área de Realização. Fez direcção de fotografia no filme «A Rapariga de Berlim» (2015), de Bruno de Freitas Leal. Estreou-se na realização com «Sem Armas», no festival IndieLisboa. Nesse mesmo ano, Tomás Paula Marques começou a trabalhar em montagem com realizadores como João Pedro Rodrigues, Cristiana Forte e Daniel Veloso. Actualmente, frequenta um mestrado em Sociologia, com foco em Estudos de Género.

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