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DocLisboa com um olhar sobre o Trabalho

A 18.ª edição do festival arranca já no próximo dia 22 de Outubro e, este ano, apresenta um formato especial, com seis momentos de programação que terão lugar entre Outubro e Março.

«Quando, subitamente, 2020 é abalroado por uma pandemia que obriga ao confinamento e ao isolamento social, sentimos que espaços democráticos de discussão colectiva seriam fundamentais. O Doclisboa teria de contribuir para a reconstrução e para o fortalecimento social», sustenta o festival, em comunicado.

Nesta 18.ª edição, o festival contará com 206 filmes, dos quais 31 em estreia mundial, que serão repartidos por uma programação mensal, em módulos, com sessões em sala e online.

Destacamos a apresentação de dois núcleos programáticos: uma retrospectiva intitulada «A Viagem Permanente – O Cinema Inquieto da Geórgia», que propõe um mergulho a cem anos de produção cinematográfica, explorando a variedade e complexidade do cinema deste país, construindo um mosaico temporal desde o cinema mudo inicial até ao novo folêgo de produção dos anos 2010, no qual se incluem muitas obras de enorme valor patrimonial produzidas no período soviético.

Ainda no mês de Outubro, um segundo núcleo, «Corpo de Trabalho», desenvolvido em parceria com a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, um programa que aborda as mais variadas questões laborais que atravessam tempos e geografias. Este núcleo é composto por dois momentos: a selecção Prémio Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis, criado há 11 anos para melhor documentário sobre questões laborais (atribuído no Doclisboa a partir desta edição), que apresenta no Cinema São Jorge dez retratos contemporâneos que reflectem sobre esta temática e um programa histórico complementar que terá lugar na plataforma online dafilms.com.

O festival arranca esta quinta-feira, na Culturgest, com o filme Nheengatu – A Língua da Amazónia, co-produção luso-brasileira, do realizador José Barahona, que vai ao encontro de uma população da Amazónia, e de uma «língua imposta aos índios pelos antigos colonizadores».

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