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A participação dos trabalhores da Autoeuropa na eleição dos seus representantes foi de cerca de 85%

«Vamos trabalhar em conjunto para defender os trabalhadores»

José Carlos Silva, dirigente do SITE Sul/CGTP-IN e trabalhador da Autoeuropa, realça a «grande participação» no escrutínio desta terça-feira e defende a necessidade de um trabalho em conjunto para melhor defender os direitos dos trabalhadores. 

«As listas que não elegeram ninguém foram as que fizeram o pré-acordo com a administração», revela José Carlos Silva
«As listas que não elegeram ninguém foram as que fizeram o pré-acordo com a administração», revela José Carlos SilvaCréditosRui Minderico / Agência Lusa

Apesar da dispersão de votos, justificada pelas seis listas submetidas a sufrágio, José Carlos Silva afirma que a lista C, integrada por activistas e dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Ambiente do Sul (SITE-SUL/CGTP-IN), manteve os três elementos que vinha tendo nos últimos anos, apesar de ter subido em número de votos.

«No último acto eleitoral tivémos cerca de 640 votos e agora tivémos 1066», esclarece. 

A lista E foi a mais votada, com cerca de 30% dos votos e quatro eleitos. A par da lista C, também a lista D elegeu três membros, com uma votação acima dos 26%. O 11.º representante foi eleito pela lista A, integrada por trabalhadores dos escritórios da empresa.

As listas derrotadas são, afirma José Carlos Silva, «as que tinham feito o pré-acordo com a administração, que anteriormente tinha sido rejeitado e repudiado pelos trabalhadores». «A lista que é afecta ao BE foi a que teve o pior resultado, não elegeu absolutamente ninguém, e a lista afecta à UGT também não conseguiu eleger», acrescenta. 

O dirigente sindical destaca a necessidade de prosseguir o trabalho, no sentido de brevemente poderem negociar um novo caderno reivindicativo. A par dos aumentos salariais, entre outras aspectos de «carácter social», José Carlos Silva recorda a questão do horário de trabalho, que tinha sido rejeitado pelos trabalhadores.

Defende que a próxima comissão vai ter que negociar com a administração uma alternativa melhor, que garanta e salvaguarde os direitos dos trabalhadores, e dê capacidade à fábrica para que no próximo ano se concretize a produção que é esperada, de 240 a 250 unidades.

Entretanto, sublinha que, em relação à nova comissão, como em relação aos restantes representantes eleitos, «iremos trabalhar em conjunto no sentido de prosseguir o trabalho em defesa dos trabalhadores e conseguir as melhores condições daqui para a frente». 

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